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Como negociar dívidas de cartão de crédito com até 90% de desconto no Novo Desenrola Brasil?

cartão de crédito segue como um dos principais vilões do endividamento no Brasil, e é justamente nele que o Desenrola 2.0 aposta para tentar aliviar o sufoco financeiro de milhões de pessoas.A nova fase do programa permite renegociar dívidas com descontos que podem chegar a até 90%, dependendo do perfil do débito e das condições negociadas com o banco.

Quem pode participar

Podem aderir ao programa pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), desde que tenham dívidas:

 contraídas até 31 de janeiro de 2026;

 em atraso entre 90 dias e dois anos.

Além do cartão de crédito, entram também débitos de cheque especial e crédito pessoal.

Como negociar na prática

O processo não acontece por um único portal do governo. Na prática, o consumidor precisa procurar diretamente o banco onde tem a dívida.

O caminho geralmente é:

 acessar o aplicativo ou site do banco;

 buscar a opção de renegociação;

 verificar as condições oferecidas dentro do Desenrola;

 simular valores e escolher a melhor forma de pagamento.

A expectativa é que os bancos também façam ofertas ativas para clientes inadimplentes.

Leia: Desenrola 2.0 deve liberar mais de R$ 4,5 bilhões do FGTS para devedores em 2026

Descontos e juros menores

O principal atrativo está nas condições:

– descontos entre 30% e 90% sobre o valor da dívida;

– juros limitados a, no máximo, 1,99% ao mês.

Na prática, isso pode transformar uma dívida que parecia impagável em parcelas mais acessíveis, embora o valor final dependa de cada caso.

FGTS pode entrar na conta

Uma das novidades em discussão é a possibilidade de usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou reduzir o saldo devedor.

Se confirmada, a operação será feita diretamente entre o fundo e o banco, o que evita o uso indevido do recurso.

Apesar das condições mais vantajosas, especialistas recomendam cautela. Antes de aceitar qualquer proposta, é importante:

 verificar o valor total final da dívida;

 entender o impacto das parcelas no orçamento;

 evitar assumir compromissos que não cabem no bolso.

Alívio imediato, desafio estrutural

Desenrola surge como resposta a um problema urgente: o alto nível de endividamento no país.

Mas, na prática, ele resolve a curto prazo. O desafio maior continua sendo outro: evitar que novas dívidas substituam as antigas.

No fim das contas, renegociar é só o primeiro passo. O restante depende de reorganizar o orçamento e, principalmente, de mudar a relação com o crédito. Vale lembrar: crédito não significa dinheiro na conta — muito pelo contrário.

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