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A três meses do início da campanha eleitoral, cenário começa a se definir em Minas Gerais

Passada a janela partidária que se encerrou no último quatro de abril (seis meses antes das eleições), o próximo prazo eleitoral é o das convenções partidárias que serão realizadas entre os dias 20 de julho e cinco de agosto. Após as convenções, o prazo para registro vai até o dia 15 de agosto (daqui a exatos três meses) e no dia seguinte inicia a campanha eleitoral.

 Mas faltando três meses para campanha eleitoral, o cenário político eleitoral começa a se definir. Dos cinco palanques em construção, a direita caminha para uma definição com a reedição da aliança entre PL e Republicanos, que em 2022 não foi tão discutida entre as bases como em 2026. Em reunião realizada na última terça feira em Brasília, ficou decidido que o PL mineiro apoiará a eventual candidatura de Cleitinho ao Palácio da Liberdade.

 Pesa a favor do Senador, o fato de liderar as pesquisas de intenção de voto, declarar apoio ao pré candidato do PL à Presidência e seu colega de Senado, Flávio Bolsonaro. Caso decida ser candidato, a vaga de vice ficaria com o PL, que pode indicar o Presidente licenciado da FIEMG, Flávio Roscoe ou o ex Prefeito de Betim, Vitorio Mediolli, com extensa carreira política e empresarial. As vagas para o Senado seriam destinadas ao PL, que tem como pré candidato ao Senado, o Deputado Federal e Presidente Estadual do PL, Domingos Sávio e outra pode vir a ser preenchida pelo ex Secretário de Governo, Marcelo Aro, cenário que pode ganhar força em caso de uma aliança nacional entre o PL e a Federação União Progressista, que pode indicar o (a) vice do presidenciável liberal. Outros possíveis nomes são do ex Prefeito de Patos de Minas e ex presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão e do ex Prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, hipótese mais distante, pois os quatro principais cargos da chapa majoritária seriam preenchidos por divinopolitanos. Caso Cleitinho decida não concorrer, o PL lançará Flávio Roscoe ou Vitório Mediolli ao Governo, cabendo ao Senador e seu partido, indicar o Vice, que pode ser Gleidson Azevedo ou Luís Eduardo Falcão.

               O grupo governista buscava unir a direita em torno do nome de Mateus Simões do PSD, que pretendia concorrer à reeleição tendo como companheiro de chapa, Gleidson Azevedo, que contemplaria seu irmão Cleitinho e o Novo, seu antigo partido e as vagas para o Senado ficariam com Domingos Sávio, representando o PL e Marcelo Aro representando a Federação União Progressista. Com a janela partidária, Gleidson Azevedo migrou para o Republicanos e o Senador Carlos Viana migrou para o PSD, o que afastou não só o apoio do Senador Cleitinho e a participação de seu irmão na chapa, com também do PL ou da Federação União Progressistas, já que uma das vagas para o Senado está destinada ao Senador Carlos Viana, que assim como Mateus Simões pretende concorrer à reeleição. Caso Marcelo Aro não concorra pela chapa governista, levará consigo além da Federação União Progressista, o Podemos e o DC, deixando a chapa governista com PSD, Novo e Mobiliza. Além da Vice Governadoria, o Novo também reivindica a segunda vaga para o Senado a Federação União Progressista deixe a chapa. Neste caso, o nome a ser indicado é do ex apresentador da Jovem Pan, Marco Antônio Costa, conhecido como Super Man.

               Quanto ao palanque do Presidente Lula, o mesmo continua insistindo na candidatura do Senador Rodrigo Pacheco, que ao que tudo indica, não deve concorrer ao Governo . Assim como o grupo governista estadual, o grupo governista nacional também tem sua chapa ideal que seria composta por Rodrigo Pacheco concorrendo ao Governo pelo PSB , tendo como vice o também pré candidato ao Governo, Gabriel Azevedo (MDB) como vice e como candidatos ao Senado, a ex Prefeita de Contagem, Marília Campos e o ex Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que se coloca como pré candidato ao Governo. Caso Rodrigo Pacheco não concorra, o PT estuda apoiar um dos pré candidatos ao governo também citados, como também lançar o nome do ex procurador geral do estado, Jarbas Soares ou do empresário e ex Presidente da FIESP, Josué Alencar, filho do ex Vice Presidente José Alencar.

               Tanto Alexandre Kalil quanto Gabriel Azevedo admitem conversar com o PT sobre um eventual apoio, mas impõem condições. Quanto a composição das chapas, Alexandre Kalil, já está em conversa adiantada com a Federação PSOL-Rede, que até então indicaria o Deputado Federal André Janones do Rede como companheiro de chapa e a ex Deputada Federal Áurea Carolina como pré candidata ao Senado. Nesse caso, o PT completaria a chapa com a ex Prefeita de Contagem, Marília Campos, também porém candidata ao Senado. Já Gabriel Azevedo, que até o momento é pré candidato ao Governo com apoio de apenas seu partido, o MDB, pode receber o apoio do PSB que poderia indicar o Vice e um dos nomes para o Senado e do PSDB qie tem como pré candidato ao Senado, o Deputado Federal Aécio Neves.

               O cenário se resume da seguinte forma. O atual Governador Simões não conseguiu unir a direita em torno de seu nome como pretendia e corre o risco de perder o apoio da Federação União Progressista, que leva consigo o apoio do Podemos e do DC, deixando a chapa governista bem menor que a pretendida pelo grupo governista. O Senador Cleitinho, que lidera as pesquisas recebeu o apoio do PL que pode indicar o vice e um dos nomes para o Senado, podendo receber a Federação União Progressistas que pode vir a ficar com a outra trazendo o apoio de outros partidos. Sem Rodrigo Pacheco, a esquerda pode tem como opções Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo, Josué Alencar ou Jarbas Soares. Alexandre Kalil, busca se tornar uma alternativa a esquerda formando uma aliança do PDT com a Federação PSOL-Rede. Com uma proposta mais ao centro, Gabriel Azevedo pode atrair para si o apoio do PSB através de Rodrigo Pacheco e do PSDB indicando Aécio Neves para uma vaga do Senado. Os dois últimos podem vir a ser o candidato e do Presidente Lula.

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