Com Fiat Strada em foco, a Strada Turbo combina motor 1.0 de até 130 cv, câmbio CVT e modo Sport para melhorar desempenho. Avaliação elogia consumo, faróis e ergonomia, mas aponta freios, multimídia, câmera de ré, isolamento acústico e conforto traseiro como limites da picape compacta no uso diário brasileiro.
A Fiat Strada Turbo foi avaliada em vídeo como uma versão que corrige a principal crítica das configurações 1.3: a falta de força em certas situações de uso. A análise mostra a picape da Fiat com motor 1.0 turbo de até 130 cv, câmbio CVT e modo Sport, em um teste de uso urbano e rodoviário no Brasil.
Em vídeo publicado pelo canal Auto Repórter, a avaliação destaca que a Strada ganhou desempenho, respostas mais rápidas e consumo considerado positivo nas condições enfrentadas, incluindo trânsito urbano em Natal. Ao mesmo tempo, o teste aponta limitações em frenagem, multimídia, câmera de ré, isolamento acústico, equipamentos e conforto para quem viaja no banco traseiro.
Motor turbo resolve a principal crítica das versões 1.3
A grande mudança da Fiat Strada Turbo está sob o capô. O motor 1.0 turbo de três cilindros e 12 válvulas, também usado em outros modelos da marca, entrega até 130 cv com etanol e aparece como o ponto mais elogiado da avaliação.
Segundo o teste, esse conjunto resolveu a sensação de falta de força percebida nas versões 1.3, especialmente em rodovias e ultrapassagens. A picape deixou de apenas “cumprir tabela” em desempenho e passou a entregar sobra de resposta em situações mais exigentes.
Câmbio CVT surpreende pela suavidade, mas mantém característica típica
O câmbio CVT da Fiat Strada simula sete marchas e foi descrito como suave no uso cotidiano. O avaliador ressalta que a transmissão só revela mais claramente sua natureza CVT quando o motorista acelera com mais força, elevando o giro e mantendo a rotação constante.
Apesar de não se declarar fã desse tipo de transmissão, o teste considera o resultado positivo na Strada Turbo. A combinação entre motor turbo e câmbio CVT melhora a sensação de condução sem tornar a picape brusca, especialmente no modo normal.
Modo Sport muda o comportamento da picape
Outro ponto destacado é o modo Sport. Na Fiat Strada Turbo, a diferença entre modo normal e esportivo foi considerada perceptível, principalmente quando o motorista precisa de respostas rápidas na estrada ou em ultrapassagens.
O botão Sport altera a dinâmica do carro e torna o acelerador mais direto. A avaliação indica que a mudança é mais evidente do que em alguns modelos de outras marcas, nos quais a transição entre modos pode ser sutil demais para o motorista perceber no uso comum.
Frenagem aparece como uma das principais críticas
Mesmo com o ganho de desempenho, a frenagem foi apontada como ponto que poderia evoluir. O avaliador afirma que a Fiat Strada Turbo poderia frear melhor e sugere que freios a disco na traseira talvez ajudassem a reduzir a distância de parada.
A crítica ganha peso porque a picape tem desempenho mais forte, faz de 0 a 100 km/h abaixo de 10 segundos, segundo a avaliação, e pode alcançar 180 km/h. Com mais força disponível, o conjunto de freios passa a ser ainda mais importante para transmitir segurança.
Multimídia pequena e câmera de ré limitada incomodam
Na cabine, a central multimídia foi considerada funcional, mas pequena. A Fiat Strada oferece espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, o que é um ponto positivo, mas a tela reduzida limita a experiência visual.
A câmera de ré também recebeu críticas. O posicionamento e o ângulo não pareceram ideais no teste, e a imagem ainda perde espaço com uma faixa de aviso na tela. Para um veículo usado no dia a dia, em manobras e vagas apertadas, a qualidade da câmera poderia ser melhor.
Equipamentos ausentes deixam lacunas no pacote
A avaliação também cita ausências importantes no pacote de equipamentos. A Fiat Strada Turbo tem carregador de celular por indução, faróis de LED, ar-condicionado digital automático, sensor de estacionamento traseiro e câmera de ré, mas deixa de oferecer alguns itens desejados.
Entre os pontos citados estão a falta de sensor dianteiro, alerta de ponto cego e controle de velocidade de cruzeiro. O teste ainda observa botões sem função no volante, o que passa a impressão de espaço reservado para equipamentos que não foram incluídos.
Conforto dianteiro agrada, mas traseira segue apertada
Na dianteira, a Fiat Strada Turbo foi elogiada por bancos confortáveis, boa ergonomia e suspensão firme sem comprometer demais o conforto. Os pneus de perfil mais alto também ajudam a filtrar irregularidades, mantendo a fama de robustez da picape.
O problema aparece no banco traseiro. A avaliação mostra que o espaço para pernas é limitado, especialmente quando o banco dianteiro está ajustado para alguém de estatura média. A Strada pode ser homologada para cinco pessoas, mas três adultos atrás não devem viajar com conforto.
Ruído interno e isolamento acústico poderiam melhorar
O isolamento acústico foi outro ponto de atenção. O teste indica que ruído do motor, barulho de vento, som da lona e veículos passando ao redor entram com certa facilidade na cabine da Fiat Strada.
Isso não elimina o bom conjunto mecânico, mas afeta a percepção de refinamento. Em trajetos urbanos ou rodoviários, principalmente quando o motorista acelera mais forte, o ronco do motor aparece com clareza dentro da cabine.
Consumo urbano surpreende de forma positiva
Mesmo com o uso intenso da potência, a avaliação aponta consumo satisfatório para a Fiat Strada Turbo. O teste cita os números do programa de etiquetagem do Inmetro e também uma média obtida em uso 100% urbano, em Natal, sob trânsito considerado pesado.
O resultado foi visto como positivo porque o avaliador afirma não ter aliviado o pé durante o uso. A combinação entre motor turbo, CVT e consumo competitivo ajuda a explicar por que a Strada continua forte no mercado brasileiro.
A Fiat Strada Turbo parece ter resolvido a crítica mais importante das versões 1.3: a falta de força. Com motor de até 130 cv, câmbio CVT suave e modo Sport perceptível, a picape ficou mais esperta, mais agradável em retomadas e mais preparada para estrada.
Por outro lado, a avaliação mostra que ainda há espaço para melhorias em freios, multimídia, câmera de ré, isolamento acústico, equipamentos e conforto traseiro.
Fonte: Click Petróleo & Gás



