Pastor radialista foi criticado violentamente pelo colega, o veador Angelino, cujo convite para participar da sessão foi por ele indicado
Um clima mais que tensão e revolta, carregado de ódio e preconceito em uma Casa da democracia. Em uma sessão marcada pelo repúdio, preconceito, violência, discriminação nesta noite (26) foi presenciada por um pastor que subiu a Tribuna Popular, Juliander Barbosa, citado como pretenso comunicador, discorrendo frases violentas contras as mulheres. Ele foi repudiado pelos 13 vereadores em uma total afronta a liberdade de imprensa em uma fala carregada violência verbal. Usando o discurso da família, da ética e da moral, ele invertou os valores, tomando um coro no plenário pelo discurso de ódio e intolerância. Lendo no celular um discurso, ele disparou suas blasfências teológicas, sem argumentos, distante da pregação de Jesus Cristo, há mais de 2 mil anos. Apenas usando a religião para um discurso ideólógico. “Nunca vi isso na Câmara”, disse Fernando Bandeira, citando o tom de violência explítica. “Não torelo esta fala”, comentou Erivelton Jayme. A vereadora Damires pediu o registro de ocorrência policial. “É estarrecedora a situação”.

O clima seguiu tenso por mais de duas horas dominando os debates. “Aqui não tem divisão de gênero ou de intolerância religiosa”, repudiou Samuel Carlos. “Nunca vi isso neste Legislativo. Estou sem palavras”, revoltou Erivelton Jayme. As Vereadoras Simone do Carmo e Gina Costa cobram medidas austeras contra a misogina, violência, desrespeito e atendo a democracia. O convite ao Pastor foi feito pelo parceiro Angelino, apesar da crítica ao teor do discurso do colega evangélico. “Estou na Câmara há mais de 14 anos eu nunca um vi uma coisa dessa aboninável. Que família traciononal é essa?”, reverberou João Paulo. “Isso não representa a posição das igrejas evangèlicas”, disse uma internauta. Acuado, Pastor Angelino discordou da opinião de seu colegas de templo.
O mesmo vereador lafaeitense também, é alvo de investitação do Ministério Público sobre destinação de emenda impositiva sobre evento evangélico em que o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP) participou de apresentação em show mas citado por crime de racismo e intolerância religiosa. Durante evento, o pastor classificou como “feitiçaria” as religiões de matriz africana. “Não sobrará em Conselheiro Lafaiete Zé Pelintra, Zé Pilantra, Exu Caveira, Tranca Rua e Preto Velho. Nenhuma obra de feitiçaria vai governar mais essa terra, porque a presença do Deus eterno pode modificar os nossos corações”, afirmou o pastor em imagens de sua pregação no evento que viralizaram nas redes sociais.
Discurso intimiador
Em tom intimidatório e aterrorizante, Juliander Dias Barbosa declarou:. amanhã ou depois vocês que aprovam projeto e requerimentos de botão do pânico, vocês mesmos que vão ser perseguidos”; “vocês vão ficar fechadas e não vão ter saída”; e ainda afirmou: “vamos fazer botão dos homens, botão do terror”.
Durante o pronunciamento, o participante fez declarações que questionaram a legislação e levantaram discussões sobre direitos masculinos, denúncias falsas e o que classificou como desigualdade no tratamento legal entre homens e mulheres. A fala chamou atenção por frases fortes, como o questionamento: “Cadê as leis para os homens? Só existe lei para mulher?”
Embora tenha afirmado que não defendia autores de violência e destacado que agressores devem responder pelos seus atos, o discurso seguiu com críticas à forma como a lei estaria sendo aplicada, citando preocupações com acusações consideradas indevidas e possíveis impactos na vida de homens inocentes.
Em outro momento, o participante afirmou que homens precisariam de mecanismos específicos de proteção, chegando a mencionar a ideia de um “botão do terror” voltado aos homens em casos de violência doméstica.



