Arrecadação de Belo Vale sobe mais de 130% nos últimos 7 anos

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A choradeira dos prefeitos é geral, mas belo Vale vive uma situação financeira bem diferente dos demais Municípios.

Uma pesquisa feita por nossa reportagem na prestação de contas encaminhadas ao Tribunal de Contas, com acesso a qualquer cidadão, a prefeitura mais que dobrou sua arrecadação entre 2010 a 2017.
No Governo Vanderlei de Castro (PMDB) entre 2008 a 2012, ele deixou o governo após dois mandatos consecutivos com uma arrecadação de pouco mais de R$15 milhões. Em 2010, O Município arrecadou R$15,29 milhões. O seu sucessor, o prefeito Lapinha (PMDB), a arrecadação em 2013, já era de quase R$ 26 milhões. Em 2015, ela chegou a perto de R$ 33 milhões. No ano passado, a prefeitura bateu o recorde em sua história arrecadando a soma milionária de R$35,5 milhões.


O principal fator é imposto do minério, a chamada CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). 

CFEM aumentou mais de 38 vezes

 Nossa reportagem obteve dados financeiros de arrecadação da CFEM do Município de Belo Vale nos últimos 7 anos. No período o Município experimentou um crescimento vertiginoso em sua receita de CFEM de mais de 38 vezes.
Segundo dados do Departamento Nacional de Propriedade Mineral (DNPM), órgão que controla e regula a mineração no Brasil, os valores arrecadados em 2010 eram de quase R$390 mil. Em 2013, no primeiro
ano da gestão do atual prefeito, o 
valor subiu para R$6,7 milhões, em 2016, chegou a mais de R$12,7
milhões e no ano passado bateu o recorde histórico de R$14,79 milhões. Isso sem contar com outras fontes de receitas como FPM (Fundo de Participação) e ICMS e outros tributos. Neste ano, os valores devem aumentar ainda mais com as novas alíquotas da CFEM. Somente nos dois primeiros meses, Belo Vale já arrecadou um terço do total de 2017, chegando a R$5,3 milhões. Os números mostram que o Município de Belo Vale tem uma das melhores arrecadações do Estado para cidades do seu porte.

O que a prefeitura dispõe para investir anualmente com seus 7.841 habitantes, de acordo com a arrecadação de 2017, chega a R$4.519,14 por cada cidadão. Congonhas, que tem mais de 7 vezes a população belovalense, dispõe de R$5.783,08 ao ano para investir nos seus 53.843 moradores.
A situação de Lafaiete ainda é pior. O prefeito Mário Marcus teve em 2017 apenas R$1.574,74 para
investir nos seus 127.369 habitantes. A disparidade de arrecadação é bem nítida.Nossa reportagem entrou em contato com o prefeito Lapinha que preferiu não comentar nossa reportagem. Apenas disse
que os dados são públicos.