Escritor de Congonhas lança livro sobre o ermitão Feliciano Mendes

19

O ano é 1757. Em um dia como este, em fevereiro, Feliciano Mendes iniciava o cumprimento de sua promessa em honra do Senhor Bom Jesus de Matosinhos ao fincar a cruz no alto do morro do Maranhão em Congonhas. Agora, 263 anos após a data, o congonhense Domingos Teodoro da Costa lança no Museu de Congonhas o seu primeiro livro, dia 15 de fevereiro, às 14h, “Congonhas: da fé de Feliciano à genialidade de Aleijadinho”, fazendo um resgate da história, até então pouco conhecida e relatada, deste ermitão português que é uma das grandes personalidades da história da Cidade dos Profetas.

A obra é fruto de uma pesquisa minuciosa realizada pelo autor nas cidades de Congonhas,  Diamantina, Mariana, Ouro Preto, Rio de Janeiro e em Portugal. O português Feliciano Mendes, fundou, como retribuição a uma graça alcançada, uma das maiores peregrinações brasileiras dedicada ao Bom Jesus de Matosinhos. O ermitão foi o responsável pela construção do Santuário do Bom Jesus, em Congonhas, Patrimônio Cultural Mundial.

Feliciano contraiu uma grave doença cujo nome não se sabe, mas que segundo a tradição teria sido motivada pelos árduos trabalhos de mineração. As preces do devoto ao Senhor de Matosinhos para alcançar a cura foram atendidas que, a partir daí, passou a se dedicar inteiramente à construção da Igreja.

Domingos Teodoro da Costa explica que, “interesse em escrever o livro surgiu da necessidade que sentia de descobrir mais sobre a figura emblemática de Feliciano Mendes. Entre outros aspectos a obra discorre também sobre os negócios de Feliciano ligados à mineração, a sua relação com a Igreja, com a região onde surgiu o bairro Basílica e seu sacrifício para entregar ao Bom Jesus o ex-voto prometido em troca da cura de uma doença”.

O lançamento do livro, com entrada gratuita, terá um bate-papo com o autor, além de apresentações teatrais e musicais.