Garimpando – Rua Coronel João Gomes – 18

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GARIMPANDO NO ARQUIVO JAIR NORONHA

                                                        Avelina Maria Noronha de Almeida

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Quando alguém escrevia ou pronunciava uma palavra de modo incorreto, logo era

advertido: você precisa entrar para a escola do Zé Ignácio, ou, então:

– ih, você fugiu da escola do Zé Ignácio!

Do livro “Lafaiete de Getúlio a JK”, de José de Assis Silva

            Verdadeiramente, a Rua Coronel João Gomes é impregnada de beleza no passado e no presente.

            Na casa da família do Sr. Jaime Moraes, também encontramos a beleza nas obras de suas filhas.  Marina faz maravilhosos trabalhos em tricô, todo tipo de peças, e Marley é mestra nos lindos bordados à mão, vários tipos de ponto.

            Maíza já se dedica a pinturas em pano, como em toalhas de mãos, de rosto, panos de prato e em muitas outras aplicações e também dá aulas dessa arte. Casa moradia de arte e beleza.

            Aí vão algumas amostras dos trabalhos de Maíza. Na foto onde aparecem duas pessoas, Maíza é a mais alta, de vestido estampado, apresentando um de seus trabalhos.

Rosinhas Mulheres e tecido

TecidoAnjinho

            Assim, na rua Coronel João Gomes, além da Arte&Companhia onde foi, no passado, o Armazém do Zizinho Lana (Firmino Júnior), temos também uma escola de pintura na residência da família Moraes.

            Vou colocar agora uma transcrição do livro “Lafaiete de Getúlio a JK”, de José de Assis Silva, que aschei  intressantíssima:

            “Em direção ao Morro da Mina, do lado esquerdo, a casa do professor José Ignácio Dias de Faria, pai do Sinésio. Quando alguém escrevia ou pronunciava uma palavra de modo incorreto, logo era advertido: você precisa entrar para a escola do Zé Ignácio, ou, então: – ih, você fugiu da escola do Zé Ignácio!”

            Ainda do lado direito, havia o casal Sr. Marselha e Dona Zita, avós do Claudinho, grande apóstolo em Piedade dos Gerais.

Caderno

            Para finalizar este artigo, coloco uma foto do caderninho de tia Doca, que morou na rua focalizada no passado e, nesse caderinho, ela colocou os períodos de sua ida para a rua e de quando de lá mudou, citando o nome Rua da Piedade. A casa ficava perto da casa da Áurea Cabanellas. Vê-se, também, na mesma rua, o nascimento de seu filho José, em 15 de setembro de 1920, uma prova de que naquele tempo a rua tomou esse nome, certamente por causa da Capela da Piedade.

(Continua)