Mineradoras fazem mais de 200 demissões

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O minério e a siderurgia internacionalizaram a economia da região, por outro deixou mais dependente e vulnerável a essas atividades. Agora a região sente o baque do desaquecimento da economia mundial. A queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional tem sido o principal argumento das empresas para justificar as centenas de demissões ocorridas no setor. De acordo com o Sindicato Metabase Inconfidentes, que representa os trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto e Belo Vale, mais de 1.000 empregados foram dispensados pelas principais mineradoras do estado nos últimos meses. Esta situação, motivo de séria preocupação das lideranças sindicais, também têm impacto direto sobre a economia do Alto Paraopeba, baseada na produção e oferta de trabalho das mineradoras e siderúrgicas. Segundo Rafael Ribeiro de Ávila – o Duda -, um dos diretores do Sindicato Metabase, o corte de pessoal afeta mais duramente as empresas terceirizadas que prestam serviços às grandes companhias. O sindicalista confirmou que, na região, foram 200 demissões efetivadas somente pelo grupo CSN/Namisa. Em contrapartida, o sindicato articula ações jurídicas e promove discussões com o poder público na tentativa de interromper os desligamentos em massa, para os quais a entidade não vê nenhum embasamento financeiro. Nesta quinta-feira (12/03), a imprensa nacional noticia a reversão de perdas pela Companhia Siderúrgica Nacional, que contabilizou lucro de 67 milhões de reais somente no quarto trimestre de 2014. Além das demissões em massa, Duda denuncia que as siderúrgicas e mineradoras estão reduzindo os valores pagos aos trabalhadores a título de participação nos lucros e resultados das empresas e circulam especulações de que estes repasses podem ser até zerados. Ao defender a manutenção dos empregos gerados na região, o dirigente sindical lembrou que a atividade mineradora provoca grande impacto social e ambiental. Portanto, em contrapartida à exploração do minério de ferro, as empresas deveriam garantir a empregabilidade. Rafael Ávila explicou que o Sindicato Metabase está mobilizando as prefeituras, o governo do estado, segmentos da igreja e da sociedade no esforço conjunto de convencer as companhias das graves consequências decorrentes das demissões. Segundo o líder, cada demissão no setor siderúrgico e de mineração gera dispensas e problemas sociais no restante da cadeia produtiva: por exemplo, pais de família desempregados não têm como movimentar o comércio, que também se vê obrigado a eliminar postos de trabalho