Nova polêmica: Prefeito de Itaverava mandar abrir comércio, contrariando decreto em vigor, promotoria e secretaria de saúde

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Entre idas e vindas, novamente o Prefeito José Flaviano Pinto (PR), mais conhecido como Nô, voltou a levantar polêmica na simpática cidade de Marília de Dirceu, noiva do

Para conter aglomeração prefeito jogou óleo em bancos e praças de Itaverava / DIVULGAÇÃO

Inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, e dividiu opiniões.
Desde o dia 30 de abril está em vigor o Decreto nº 19 que determina o fechamento dos comércios não essenciais, porém o mandatário, a revelia da força da lei, foi a grande parte dos estabelecimentos e liberou o funcionamento de bares, restaurantes, lanchonetes e lojas, seguindo normas sanitárias de não aglomeração. O Decreto, apesar de estar em vigor, é descumprido a mando do seu próprio autor.
Áudio do prefeito, que vazou nas redes socais, confirmaram que o próprio prefeito, foi quem liberou o funcionamento do comércio, contrariando a própria secretaria municipal de saúde e até mesmo recomendação do Ministério Público.
Assim a Vigilância Sanitária está impedida verbalmente de cumprir expressamente o decreto tornando inócua sua atividade. Há informações que funcionários do setor foram ameaçados por comerciantes que também pressionaram o prefeito.
Mais polêmicas
Não é a primeira polêmica que o Prefeito Nô coleciona dentro do período da quarentena. Em abril, o Comitê de Crise, formado por membros da prefeitura e sociedade decidiu

O Prefeito José Flaviano liberou o funcionamento do comércio em Itaverava/DIVULGAÇÃO

pela flexibilização de diversos setores do comércio. A medida adotada pelo Comitê não foi unânime já que a flexibilização aumenta do risco de aglomerações, como também do contágio da doença, dificultando a fiscalização.
Após assinar o decreto, quatro dias depois, o Prefeito teve que recuar após recomendação do Ministério Público. No dia 17 de abril, em atitude radical, ele jogou óleo queimado nos bancos das praças e locais públicos para evitar a aglomeração.
A atitude viralizou nas redes sociais e repercutiu na região e em Minas. No dia seguinte (18), ele gravou um vídeo filmando as ruas vazias e desabafou em relação às criticas recebidas via redes sociais e atacou seu opositores.
Vereadores de oposição acionaram o Ministério Público para apuração de crime ambiental ao jogar óleo queimado nas ruas, poluindo os mananciais.

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