Obra do Hospital Regional tem desvio de mais de R$ 5 milhões e vira chacota nacional

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Vereadores fizeram diversas visitas e constataram desperdício de materiais
Vereadores fizeram diversas visitas e constataram desperdício de materiais

A obra do hospital regional de Lafaiete foi parar nos programas dos candidatos a presidente do Brasil. Na tarde do dia 15, o programa de Dilma Rousseff (PT) exibiu imagens do desperdício de recursos públicos do governo Mineiro. Na campanha a sucessão estadual, também o candidato eleito Fernando Pimentel (PT) criticou em seus programas a situação de descaso e abandono do hospital regional que já consumiu mais de R$12 milhões.
A obra foi iniciada na gestão tucana de José Milton em 2009 quando era governador Aécio Neves. A Diedro, vencedora da licitação pelo valor de R$13,4 milhões, iniciou a obra porém abandomnu sem qualquer justificativa. Paralisada há mais de 4 anos, o hospital não tem data para recomeçar nem funcionar e já virou motivo de chacota nacional.
Diante de denúncias de superfaturamento e indícios de irregularidades, a prefeitura contratou uma auditoria que concluiu os trabalhos há mais de 4 meses. Desde então a comunidade aguarda a divulgação dos resultados.

Caso na Justiça
Depois de sucessivas cobranças, o Vereador Pedro Américo (PT) acionou a Justiça, na semana passada, para ter acesso aos documentos da auditoria através de uma Ação de Exibição de Documentos. Somente o vereador Tarciano Franco (PRTB) cobrou por duas vezes o envio deste relatório. Na noite do dia 14, a Câmara recebeu o calhamaço de documentos relativos a auditoria.
Há indícios de que houve um prejuízo de mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos em obras pagas e não executadas e sem a devida qualidade exigida em um prédio público. “Alguns serviços ou itens foram não foram executados ou foram executados parcialmente dependendo ainda de comprovação como os casos das redes elétricas e hidráulicas”, explicou o Secretário de Obras, Geraldo Túlio.
O relatório aponta irregularidades diversas e já está na Procuradoria do Município para apuração das responsabilidades. A Diedro será chamada para fazer um encontro de contas entre o que o município deve e o que ela tem ainda a executar nas obras do hospital regional. Caso aceite retomar o serviço haverá um desconto no valor total que cabe ao município. Caso contrário, a prefeitura acionará a Justiça para que a Diedro devolva os recursos recebidos indevidamente.
O valor estimada de prejuízo pode chegar perto da casa dos R$5 milhões. “Claro que a empresa será chamada podendo este valor ser deduzindo nas obras executadas”, finalizou Túlio. Não foi encontrado no projeto do hospital regional o responsável técnico.