Setor leiteiro se expande com incentivos do Governo Municipal

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A produção leiteira de Congonhas é estimada em 5.200 litros por dia, considerando somente os pecuaristas que negociam diretamente com laticínios da região. O setor está se desenvolvendo com o trabalho do homem do campo, novos investimentos privados e o apoio do Governo Municipal.

Os pecuaristas que conseguem as maiores produções de leite em Congonhas atualmente são Sérgio de Paula Pedro (1.200 litros/dia), Wagner Henrique Xavier (250 litros/dia), José Cláudio (240 litros/dia), Valdir Pereira Pinto (200 litros/dia), Carlos André de Freitas (200 litros/dia), Geraldo Pereira (150 litros/dia), Mário Vitor (150 litros/dia). Os pecuaristas que não possuem tanques de resfriamento, somados, produzem cerca de 2.800 litros/dia. Parte desta produção é adquirida pela Prefeitura para ser servida na alimentação escolar da rede municipal de ensino.

Mas o apoio oferecido pelo Governo Municipal ao produtor começa bem antes. “Realizamos melhoria genética das aves e também do gado, esta através da inseminação artificial. A Diretoria de Desenvolvimento Rural, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, adquire sêmen de gados selecionados de alto poder de lactação e o oferece ao pecuarista a preços subsidiados. Um servidor municipal especializado realiza a inseminação artificial. Esta contribuição poupa o gasto do criador com a compra e manutenção de um boi reprodutor”, explica o diretor de Desenvolvimento Rural, Wedson José Guerra.

Os pecuaristas recebem também da Administração Municipal apoio na preparação dos terrenos para pastagem, na compra de adubos, calcários, mudas frutíferas e nativas, que podem ser plantadas também nos pastos, além da análise de terras e assistência técnica através da EMATER.

Sérgio Ap. de Paula Pedro, 48, proprietário de uma gleba da Fazenda Santa Cecília, nos Monjolos, mantém 80 vacas de leite que produzem cerca de 1.200 litros diários. “A Prefeitura nos ajuda com a compra coletiva de adubo e semente, abertura de silos e melhoria da estrada interna (com máquinas do PAC 2). Antes, havia apoio, mas não como hoje, que temos assistência, inclusive com a presença do pessoal da Diretoria direto aqui com a gente”, comenta o produtor, que cultiva ainda feijão, milho e a ração para o gado, cujo excesso é comercializado.

Ronaldo Adriano, 35, é o responsável pela produção de aproximadamente 200 litros de leite no terreno do sogro Valdir Pereira Pinto, que faz parte da fazenda Castanheira, localizada no Pequeri. “Se não tivesse este apoio da Prefeitura, o custo de produção seria maior, por isso ela nos ajuda muito”, comenta. Para ficar somente no setor pecuário, a fazenda vende, além do leite, os bezerros machos, após serem desmamados.

Atualmente apenas o Laticínio Santa Cecília, instalado em uma gleba da Fazenda Santa Cecília, nos Monjolos, de propriedade do casal Sr. Luiz Carlos de Paula Pedro e dona Adair Vieira de Paula Rezende, está em operação. Ele compra grande parte do leite na região. Seus produtos estão expostos em supermercados de Congonhas, Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete, Ouro Preto e outras cidades, com grande aceitação por parte do consumidor.

Outro laticínio, de propriedade de Wagner Henrique Fernandes Xavier, está em construção na Fazenda Barro Branco, na estrada que liga o Joaquim Murtinho ao Alto Maranhão. Este também produzirá leite pasteurizado, queijo, mussarela, requeijão manteiga, entre outros. Os dois juntos terão condições de absorver toda a produção de leite dos grandes e pequenos produtores de Congonhas.

 

“A grande preocupação da atual Administração Municipal hoje é oferecer uma assistência técnica para melhorar a renda familiar rural no município. Além do apoio específico ao pecuarista, promovemos palestras sobre diversas áreas de atuação no meio rural. Também melhoramos as estradas, inclusive as internas das propriedades e já implantamos as placas de sinalização rural, preparamos as áreas para plantio de milho, feijão, mudas frutíferas e nativas e de hortaliças, estamos preparando o programa de fomento à piscicultura (em 2016, será emitido um decreto que torna esta atividade de interesse social)”, completa o diretor Wedson.

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Fotos:divulgação