22 de maio de 2024 04:23

Sífilis cresce em Congonhas em 2022 e deve superar o total de registros do ano passado

19 de Outubro é o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. A doença tem aumentado em todo país nos últimos anos e preocupado as autoridades sanitárias. Apesar de curável, esta Infecção Sexualmente Transmissível (IST) pode trazer sérios riscos à saúde.

 Em Congonhas, o número de casos de sífilis tem crescido em 2022 e deve superar o total de registros do ano passado. De acordo com o setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, só este ano já foram confirmados 123 casos da doença. Em 2021 foram ao todo 126 registros.

 A Secretaria Municipal de Saúde trabalha o ano todo na conscientização preventiva contra a sífilis através dos agentes comunitários de saúde, bem como no acompanhamento e orientação aos usuários da Clínica da Criança e da Mulher. Estas ações de conscientização são intensificadas nas regiões onde os diagnósticos positivos são confirmados.

 O QUE É A SÍFILIS?

 A Sífilis é um infecção causada por uma bactéria que pode atingir todas as pessoas sexualmente ativas, e pode até ser passada de mãe para filho. Algumas vezes ela pode passar despercebida ou ser confundida com outras doenças. Por isso é importante estar atento há alguns detalhes que podem indicar a presença da infecção.

 SINAIS DE SÍFILIS

  • Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele)
  • Podem surgir manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés.
  • Pode ocorrer febre, ínguas pelo corpo, mal-estar e dor de cabeça.

DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E PREVENÇÃO

 A confirmação do diagnóstico é feito através de testes rápidos de sangue que podem ser feitos em todas as Unidades Básicas de Saúde de Congonhas, de segunda a sexta-feira. Basta o paciente manifestar interesse na testagem no acolhimento com os enfermeiros. O tratamento é feito com a penicilina benzatina, antibiótico que é disponibilizado pelo SUS.

 É importante que todas as parcerias sexuais no últimos meses antes do diagnóstico sejam testadas para que o ciclo de transmissão da doença seja interrompido. Apesar de ter cura, o paciente pode se reinfectar, uma vez que o tratamento não oferece imunidade contra a bactéria.

O uso de preservativos (masculinos e femininos) em todas as relações sexuais (inclusive anais e orais) é a principal forma de prevenção da sífilis e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). O acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

A DOENÇA SE MANIFESTA EM TRÊS ESTÁGIOS

A sífilis é uma doença traiçoeira que possui três fases com sintomas variados que podem desaparecer mesmo sem tratamento, ficando de forma silenciosa por um período no organismo.

Sífilis primária: o primeiro sinal, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, é o surgimento de uma ferida, geralmente única e indolor, chamada de “cancro”. Essa lesão surge algumas semanas após o contato sexual e é rica em bactérias do Treponema Pallidum. Este estágio pode durar de duas a seis semanas.

Sífilis secundária: erupções (manchas e/ou bolhas) na surgem na pele, em várias partes do corpo, que geralmente não coçam, podendo atingir a planta dos pés e a palma das mãos. Estes sinais aparecem, em média, após seis semanas a seis meses depois da infecção e duram de quatro a doze semanas. Neste estágio pode haver febre, mal-estar, dor de cabeça, desânimo e aumento de ínguas.

Sífilis terciária: Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas (neurossífilis), podendo levar à morte.

Sífilis congênita: É a infecção transmitida da mãe para o bebê. Ela pode acontecer em qualquer fase da gravidez e quando a mãe não é tratada, pode ocorrer má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. O bebê pode nascer aparentemente saudável, mas nos primeiros meses de vida, durante ou após dois anos, pode apresentar pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental, surdez e cegueira.

Por Reinaldo Silva – Comunicação Prefeitura de Congonhas

Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Jahu

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