20 de abril de 2024 16:45

Sindicato diz que segue aberto ao diálogo, lamenta transtornos à população e volta a criticar postura do prefeito

Amanhã (30) completam 15 dias desde que foi deflagrada pelos servidores a operação-tartagura, quando diversos serviços públicos funcionam em escala em Conselheiro Lafaiete (MG). O Sindicato da categoria lamentou os lamentou os transtornos gerados à população, pais, alunos e ao transporte escolar, mas esclarecem que também enfrentam dificuldades com as mudanças em suas rotinas e em completar suas tarefas no sistema reduzido de horários. Quanto aos horários, salientamos que não existem escolas começando às 7h30 e encerrando às 9h15, conforme citado em reportagem anterior, pois estamos cumprindo carga horária superior à exigida pela lei, especialmente na educação.

“Também é importante observar que o SINSERLAF está em negociação com o executivo há alguns meses e só optou pelo movimento grevista após as negociações emperrarem por um longo período, tendo sido negado aos servidores até pautas sem nenhum impacto, como informações relativas aos seus vencimentos. Na reportagem publicada por este veículo, o prefeito apresenta uma argumentação individualizada e distante da realidade, com opiniões de cunho ofensivo, que desrespeitam não só a entidade sindical, como todos os servidores. Ao dizer que se promove uma greve por vaidade pessoal, ele reprime servidores e a busca da entidade sindical por melhorias, mascarando erros da administração e ignorando a longa jornada de negociações, que só foi levada à sério após uma paralização dos servidores.

Diferente do que vem sendo divulgado em alguns meios de comunicação, o sindicato segue aberto ao diálogo, mas não pode deixar de considerar que mais de um terço dos servidores tem salário inferior ao mínimo, sendo este complementado. Que desde o início das negociações deixou claro que a principal dentre as pautas era alguma recomposição salarial, visto que os servidores acumulam defasagem superior a 62% nos últimos anos e não podem abrir mão de alguma recomposição.

O SINSERLAF se mantém empenhado em resolver os transtornos, sempre apresentando à categoria o que é discutido nas reuniões com o executivo e ressalta que a luta é por uma mínima recomposição salarial, favorecendo a todos os setores do serviço público. O sindicato sabe ser uma decisão perfeitamente possível ao se analisar o orçamento. Sobre a representatividade ressaltamos que os servidores vêm lotando todos os espaços nos quais são marcadas as assembleias e, vale salientar, que a categoria aprovou o movimento por unanimidade. Confiar na administração municipal é, não somente, um ato de cegar-se frente à humilhação e falta de estrutura do município mas, também, abster-se de uma luta extremamente necessária para o reconhecimento dos trabalhadores.

O sindicato tenta de todas as formas negociar com o executivo municipal para poder findar com a greve parcial, agradece a compreensão da população e salienta que também pleiteia, além de melhoria na renda dos servidores, melhoria na qualidade de instalações como escolas e o pronto socorro, condições dignas de trabalho e a melhoria do serviço prestado, sempre respeitando as decisões judiciais e priorizando o nosso povo.

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