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Novo ciclone já tem data para atingir o Brasil; fenômeno chega com ventos acima de 100 km/h, risco de alagamentos em 5 estados e deve ‘bagunçar’ o tempo em várias regiões do país

Novo sistema atmosférico avança sobre o país no fim de semana, com previsão de vento intenso, chuva volumosa e instabilidade prolongada em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto outros padrões climáticos reforçam contrastes regionais ao longo da semana.

Um ciclone extratropical previsto para o fim desta semana deve provocar mudança no tempo em parte do Brasil, com possibilidade de rajadas acima de 100 km/h e chuva forte capaz de causar alagamentos.

Projeções de serviços meteorológicos indicam que o sistema começa a se organizar na sexta-feira (9) e ganha força no sábado (10), influenciando principalmente áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.

A tendência, segundo análises divulgadas nos últimos dias, é de instabilidade já nas primeiras horas de sexta.

O risco maior de vento ocorre entre a tarde de sábado e o domingo (11), período em que as tempestades podem ser acompanhadas por rajadas intensas, descargas elétricas e volumes elevados de chuva em curto intervalo.

Formação do ciclone extratropical e impactos no tempo

A formação do ciclone está associada ao aprofundamento de uma área de baixa pressão e ao avanço de uma frente fria, cenário típico para a organização de temporais no Sul e em faixas do Sudeste e do Centro-Oeste.

É esse conjunto que costuma acelerar os ventos e concentrar a chuva, sobretudo quando há contraste de massas de ar e maior disponibilidade de umidade.

Em meio a esse processo, a expectativa é que a instabilidade “bagunce” o tempo em diferentes regiões, com alternância rápida entre períodos de chuva forte e aberturas, além de variações de temperatura ao longo do dia.

Serviços de previsão também apontam que, conforme o ciclone se desloca em direção ao Oceano Atlântico, parte das áreas afetadas tende a registrar melhora mais cedo, enquanto outras permanecem sob influência do padrão instável.

Estados mais afetados por chuva intensa e vento forte

As áreas mais suscetíveis aos efeitos do sistema, de acordo com a análise meteorológica citada no material original, incluem Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Para esses estados, a possibilidade é de chuva expressiva e vento forte, com impacto potencial em áreas urbanas e também em rodovias, principalmente por conta de alagamentos, enxurradas e queda de galhos e árvores durante as rajadas mais intensas.

A estimativa mencionada pelo meteorologista Matheus Manente, da Meteored, é de acumulados que podem chegar a 100 mm em parte dos locais sob maior instabilidade.

A exceção é São Paulo, onde os volumes projetados ficam mais próximos de 50 mm, ainda assim suficientes para provocar transtornos pontuais.

Esses números podem variar dentro do próprio estado, já que a chuva tende a ocorrer de forma irregular, com núcleos mais intensos em alguns municípios.

No Sul, o Rio Grande do Sul aparece entre as áreas que podem começar a ver diminuição da chuva no domingo, à medida que o ciclone se afasta para o Atlântico.

Ainda assim, as condições de tempo severo não se limitam a um único dia.

A janela crítica para rajadas e pancadas fortes se estende do sábado ao domingo, e os efeitos remanescentes podem persistir em outros estados, conforme indicado pelas projeções citadas.

ZCAS, ZCIT e VCAN influenciam o padrão de chuvas no país

Além do ciclone, a semana já vinha sendo marcada por padrões atmosféricos que favorecem chuva em algumas áreas e reduzem a precipitação em outras.

Um deles é a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que costuma organizar um corredor de umidade e provocar chuva persistente e volumosa entre porções do Sudeste e do Centro-Oeste, com influência também sobre áreas do Norte.

Em nota de previsão para a semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) descreveu a atuação desses sistemas e apontou condições para volumes elevados em diferentes pontos do país.

O órgão também indicou que, no sudoeste do Paraná, no oeste de Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul, há potencial para episódios mais severos, com acumulados próximos de 100 mm em 24 horas e rajadas que podem alcançar 100 km/h.

No extremo Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) aparece como um dos fatores que favorecem chuva no Amapá.

Já no Nordeste, o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) tende a dificultar a formação de nuvens de chuva em boa parte do leste da região ao longo do período.

Esse contraste ajuda a explicar por que o mapa de precipitação mostra diferenças marcantes entre regiões do país no mesmo intervalo de dias.

Período mais crítico concentra maior risco de transtornos

A combinação entre a consolidação do ciclone, a presença de frente fria associada e a umidade disponível cria um ambiente favorável a tempestades mais organizadas, especialmente na passagem do sábado para o domingo.

É nesse intervalo que costumam ocorrer as rajadas mais fortes, por causa do gradiente de pressão intensificado, e também os maiores volumes de chuva em períodos curtos.

Na prática, isso significa que o mesmo estado pode apresentar cenários muito distintos, com algumas cidades registrando pancadas rápidas e intensas, enquanto outras ficam sob chuva contínua por mais tempo.

Ainda assim, a orientação geral dos serviços meteorológicos citados é de atenção redobrada para a evolução entre sábado e domingo, quando a probabilidade de transtornos por vento e água tende a ser maior.

Com esse cenário desenhado para um período curto e mais crítico, a principal incerteza passa a ser onde os núcleos mais intensos vão se posicionar e por quanto tempo permanecem sobre as mesmas áreas.

Em situações assim, o risco de alagamento aumenta quando a chuva forte se repete em sequência, especialmente em regiões já encharcadas por episódios anteriores de instabilidade.

Como a sua cidade costuma reagir quando o tempo muda de forma rápida, com vento intenso e chuva concentrada, e quais medidas poderiam reduzir os impactos antes da chegada de um cenário como esse?

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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