A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21/1), a apreensão e proibição de marcas de canetas emagrecedoras comercializadas de forma ilegal no Brasil. Os produtos são divulgados principalmente nas redes sociais e não possuem registro sanitário, o que representa riscos à saúde.
Quais medicamentos estão proibidos
A medida atinge:
- Tirzepatida, das marcas Synedica e TG
- Retatrutida, de todas as marcas e lotes
Esses produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”. Além disso, a Anvisa já havia proibido os seguintes nomes comerciais, amplamente anunciados em plataformas digitais:
- T.G. 5
- Lipoless
- Lipoless Eticos
- Tirzazep Royal Pharmaceuticals
- T.G. Indufar
Todos estão proibidos de fabricar, importar, distribuir, comercializar, divulgar ou utilizar em território nacional.
Por que a Anvisa proibiu as canetas
Segundo a agência, os medicamentos são produzidos por empresas não identificadas e vendidos principalmente por perfis no Instagram, sem registro, notificação ou qualquer tipo de autorização sanitária.
Por serem de procedência desconhecida, a Anvisa alerta que não há garantia sobre a composição, a qualidade, a eficácia ou a segurança desses produtos. A orientação é clara: as canetas não devem ser utilizadas em nenhuma hipótese.
Venda irregular cresceu nas redes sociais
Desde setembro de 2025, a Anvisa já publicou ao menos cinco resoluções proibindo canetas emagrecedoras sem registro no Brasil. A intensificação das medidas ocorre diante do aumento da propaganda e venda ilegal pela internet, prática proibida pela legislação sanitária.
Esses produtos costumam ser apresentados como agonistas de GLP-1, hormônio que regula o apetite, com promessa de emagrecimento rápido para fins estéticos.
Caso grave em Belo Horizonte acendeu alerta
A decisão mais recente também leva em conta um caso grave registrado em Belo Horizonte. Uma mulher de 42 anos está internada desde dezembro de 2025 após utilizar uma caneta emagrecedora adquirida ilegalmente.
De acordo com familiares, o medicamento era de origem paraguaia e foi usado sem prescrição médica. A paciente deu entrada inicialmente no Hospital João XXIII com fortes dores abdominais e foi diagnosticada com pancreatite causada por intoxicação medicamentosa.
Após a alta, novas avaliações levantaram a suspeita de Síndrome de Guillain-Barré, condição autoimune que afeta os nervos, o que motivou a transferência para o Hospital das Clínicas da UFMG. O estado de saúde é considerado estável.
Alerta à população
A Vigilância Sanitária reforça que medicamentos para emagrecimento devem ser adquiridos apenas com prescrição médica e registro oficial. Produtos com rótulos em língua estrangeira ou vendidos pelas redes sociais dificultam o uso correto e aumentam o risco de efeitos adversos graves.
Além disso, a proibição impede a importação desses medicamentos até mesmo para uso pessoal, independentemente de haver receita médica.



