Durante visita a Conselheiro Lafaiete na quinta-feira (5), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Estrada Real FM, através do Jornalista José Carlos Vieira, e afirmou que as obras do Hospital Regional serão concluídas dentro de um prazo máximo de 12 a 14 meses. Segundo ele, os recursos já estão garantidos, o que assegura a entrega definitiva da unidade de saúde. Acompanhado da comitiva do governo estadual, Zema vistoriou o andamento da construção e buscou tranquilizar a população, que ainda demonstra desconfiança devido ao histórico de paralisações. “Eu só começo obra quando o dinheiro está separado para ir até o fim. Obra parada é prejuízo. O recurso do hospital já está depositado em conta específica”, afirmou.
De acordo com o governador, o investimento é de aproximadamente R$ 90 milhões. Ele destacou que assumiu o Estado com diversos projetos inacabados, incluindo cinco hospitais regionais, mas garantiu que todos estão sendo retomados ou já foram entregues, como os de Teófilo Otoni e Divinópolis. Caso o cronograma seja mantido, Zema deixará o cargo em abril para disputar a Presidência da República.
Gestão do hospital será privada e atendimento 100% SUS
O Hospital Regional de Lafaiete terá gestão de uma organização filantrópica, escolhida por meio de licitação. Segundo o governador, o modelo garante mais agilidade administrativa, mas com atendimento integral pelo SUS. “O Estado repassa o custeio, mas a gestão privada é mais rápida e eficiente. Isso evita burocracia e melhora o atendimento à população”, explicou.

Rodovias da região terão nova manutenção
Outro tema abordado foi a situação das estradas estaduais que cortam a região. Zema afirmou que novos contratos de manutenção já foram assinados e que as melhorias devem começar nos próximos meses. Segundo ele, quando assumiu o governo, 34% das rodovias mineiras estavam em condições ruins. Atualmente, o índice caiu para 8%. “A regional daqui foi a última a assinar o novo modelo de manutenção, mas agora os trabalhos já começam. A população vai perceber a diferença”, disse.
Vale é multada e Estado endurece fiscalização ambiental
Zema também comentou a autuação aplicada à mineradora Vale, no valor de R$ 1,7 milhão, após o extravasamento de uma cava entre Congonhas e Ouro Preto. O governador afirmou que o Estado tem adotado fiscalização mais rígida desde as tragédias de Mariana e Brumadinho, incluindo o descomissionamento de barragens consideradas de risco. “Se for necessário, interrompemos operação. Não vamos tolerar novos desastres”, declarou.
Privatização da Copasa
Durante a entrevista, o governador defendeu ainda o processo de privatização da Copasa. Para ele, a mudança permitirá maior agilidade, redução de custos e ampliação de investimentos em saneamento.“A empresa estatal é lenta. A gestão privada traz eficiência e investimentos bilionários, o que melhora o serviço e pode reduzir o impacto na tarifa”, argumentou.
Pré-candidatura à Presidência
Zema reafirmou que é pré-candidato à Presidência da República. Ele disse que pretende levar para o cenário nacional o modelo de gestão adotado em Minas, baseado em equilíbrio fiscal, transparência e conclusão de obras com recursos garantidos. “Eu detesto começar obra para iludir o povo. Só anuncio quando há dinheiro. O Brasil precisa de gestão séria”, afirmou.





