Nova picape Tukan marca virada estratégica da Volkswagen no Brasil, integra plano bilionário de investimentos na América do Sul e amplia disputa no segmento de picapes intermediárias com produção confirmada no Paraná e lançamento previsto para 2027.
A Volkswagen confirmou que sua nova picape para o mercado brasileiro vai se chamar Tukan, com lançamento previsto para 2027 e produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR), no mesmo ciclo em que a empresa mantém um plano de investimentos de R$ 20 bilhões na América do Sul até 2028.
Segundo a montadora, o projeto foi concebido para atender principalmente Brasil e América Latina, com possibilidade de exportação para outros mercados, e terá desenvolvimento local, em uma estratégia que busca ampliar o portfólio em um segmento onde a marca ainda não tinha um produto equivalente.
Produção no Paraná e plano de R$ 20 bilhões até 2028
A confirmação de São José dos Pinhais como base industrial da Tukan insere o modelo no pacote de produtos ligado ao ciclo de R$ 20 bilhões até 2028, número que a empresa vem apresentando como suporte para uma ofensiva de lançamentos na região.
Dentro desse plano, a Volkswagen tem associado sua estratégia a uma sequência de 21 novos veículos na América do Sul até 2028, ao mesmo tempo em que conecta o investimento a metas de modernização industrial, conectividade e eletrificação em diferentes níveis.

Ao comentar o anúncio à Reuters, Ciro Possobom disse que a Tukan marca a entrada da empresa em “um segmento inédito no mercado de picapes”, indicando que a novidade mira uma faixa de produto que não existia no portfólio local da marca.
Disputa com Fiat Toro e Chevrolet Montana no segmento intermediário
Com a Tukan, a Volkswagen passa a mirar a lacuna entre a Saveiro e a Amarok, buscando competir de forma mais direta no segmento de picapes intermediárias, onde modelos como Fiat Toro e Chevrolet Montana concentram parte relevante da demanda.
A empresa já vende a Saveiro no Brasil e comercializa a Amarok, produzida na Argentina, e também já indicou que trabalha com a chegada de uma nova geração da Amarok, em um movimento que reposiciona sua atuação em picapes.
Na entrevista citada pela Reuters, Possobom afirmou que “a Tukan e a nova Amarok fazem parte da nossa nova ofensiva no mercado de picapes”, ao comentar a importância do segmento e a necessidade de ampliar a presença da marca.
Ainda de acordo com a mesma entrevista, o executivo destacou o caráter local do produto ao dizer que “a Tukan é feita aqui, não existe no mundo”, acrescentando que o modelo foi desenhado e desenvolvido no Brasil e pode ganhar escala fora da região.

Possível tecnologia híbrida e estratégia de eletrificação
A Volkswagen vem associando seu plano regional à eletrificação de parte da gama e, em comunicado anterior, Possobom afirmou que a empresa pretende oferecer híbridos “em todas as modalidades possíveis”, citando híbridos leves, híbridos e plug-in como caminhos.
No caso específico da Tukan, porém, a montadora ainda não detalhou publicamente qual configuração mecânica e qual nível de eletrificação o modelo terá, e as informações confirmadas até aqui se concentram em nome, cronograma e local de produção.
Amarelo Canário e identidade visual ligada à Seleção
Uma das primeiras pistas sobre identidade visual veio junto do anúncio do nome, com a divulgação de imagem da Tukan em Amarelo Canário, cor que a marca relacionou ao contexto esportivo do evento e à estratégia de comunicação para a estreia.
Na reportagem com base na Reuters, a informação aparece como uma alusão à seleção brasileira, mencionada logo após o anúncio de patrocínio da Volkswagen à Confederação Brasileira de Futebol, o que ajudou a ancorar a escolha da cor no momento do lançamento.

Origem do nome Tukan e apresentação na CBF
A escolha de Tukan foi descrita como uma referência à fauna, em linha com a associação ao tucano, enquanto a divulgação pública do nome ocorreu em uma apresentação na sede da CBF, no Rio de Janeiro, em um evento que também tratou do patrocínio.Play Video
Com o anúncio de que o patrocínio às seleções brasileiras seguirá até 2027, a Tukan foi colocada na mesma narrativa institucional do acordo, reforçando o uso de símbolos nacionais e a tentativa de criar identificação imediata para o novo produto.
Ao situar a estreia da picape em 2027, a Volkswagen passa a reorganizar sua linha para além dos modelos já conhecidos do público, enquanto sinaliza que o ciclo de lançamentos até 2028 será usado para preencher lacunas e ampliar participação em segmentos disputados.
Se o mercado de picapes segue em alta no Brasil e a eletrificação avança em diferentes formatos na indústria, que combinação de atributos vai pesar mais na decisão do consumidor quando a Volkswagen Tukan finalmente chegar às lojas?





