[Por: Anderson Francisco/ Jornal Francishkine Literário/Cultural]
No último domingo, dia 1º de fevereiro, as ruas de Conselheiro Lafaiete ganharam cores, sons e um propósito firme de resistência. O evento Discriminação Zero, promovido pelo Coletivo Kurumin, mobilizou a cidade em uma jornada que uniu a ocupação do espaço público ao diálogo profundo sobre direitos humanos e inclusão social.
O Início: Arte e Movimento na Praça Tiradentes
A concentração começou na Praça Tiradentes, sob o comando de Ana Soares, que deu o tom inicial da mobilização. Antes da caminhada, o público foi prestigiado com duas apresentações de dança coordenadas por Natasha Santos, trazendo a expressão corporal como a primeira voz do movimento.
Dali, o cortejo seguiu em direção ao Solar Barão de Suassuí, embalado pela energia contagiante dos coletivos OlaKatunde, Afoxé e do Bloco Independente, que transformaram o trajeto em um ato de celebração da diversidade e visibilidade cultural.


A Recepção no Solar: Abertura e Compromisso
Ao chegarem ao histórico Solar Barão de Suassuí, os participantes foram recebidos pela Vereadora Damires Rinarly e sua equipe, que organizaram o acolhimento no espaço. A palavra inicial de abertura contou com a presença dos vereadores Gina Costa (do Fato Real) e Erivelton Jaime — este último, reconhecido por sua atuação no evento solidário Sonho de Rua e como o parlamentar mais votado da região —, reforçando o apoio institucional às pautas discutidas.
Diálogo e Identidade: O Direito de Existir
Dentro do Solar, o ambiente foi de escuta e coragem. O Coletivo Ideias Coloridas / LGBTQIAPN+ trouxe à tona a luta contra o preconceito e a discriminação, reafirmando que a busca por igualdade é, essencialmente, a busca pelo direito de ser respeitado como ser humano.
Essa mensagem ecoou no momento de “Palavra Aberta”, onde o público compartilhou desabafos sobre críticas e bullying. O encontro também contou com a força de outros grupos fundamentais, como o Coletivo Alforria, representado por Marcia Rocha, o Lafamob, com Dario e equipe, o Coletivo Repi.Rede e a Banda Subsolo, que encerrou com a vibração do rock.
Rede de Apoio
A solidariedade também se fez presente no paladar: a cantina do evento foi oferecida pelo Larmena, integrando o suporte comunitário à causa.
O “Discriminação Zero” de 2026 reafirma que, quando a arte se une à política e ao movimento social, as ruas e os casarões históricos se tornam palcos de um futuro mais humano e plural.
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