O município de Barbacena aparece entre os que lideram um ranking preocupante em Minas Gerais: o descumprimento do piso nacional do magistério. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, a cidade ocupa a 2ª posição no número de professores que recebem abaixo do mínimo estabelecido por lei.
Ao todo, 473 profissionais da educação no município estão nessa situação, o que representa cerca de 86,89% da categoria — um dos índices mais altos de todo o estado. Os dados revelam que o problema não é isolado. Em 2025, mais de 20 mil professores das redes municipais mineiras receberam abaixo do piso salarial, gerando um prejuízo estimado em R$ 163 milhões. Mesmo com a legislação garantindo o piso nacional há quase duas décadas, apenas 14% das 853 prefeituras de Minas Gerais cumprem integralmente a norma.
Em cerca de 32,36% dos municípios, a situação é considerada crítica, com pelo menos 40% dos professores recebendo abaixo do mínimo. Em 90 cidades, o descumprimento atinge 100% dos profissionais.

Piso reajustado e mais fiscalização
Com o reajuste de 5,4% em 2026, o piso nacional do magistério passou a ser de R$ 5.130,63.O TCE-MG informou que pretende intensificar a fiscalização para garantir o cumprimento da lei, enquanto sindicatos seguem cobrando a valorização da categoria.Por outro lado, gestores municipais alegam dificuldades financeiras para adequar os salários ao piso nacional.
Ranking e impacto
Em números absolutos, o município de Patrocínio lidera o ranking de profissionais prejudicados, com 493 casos registrados. No total, 20.386 professores foram afetados em Minas Gerais, o que representa cerca de 23,25% dos 87.589 educadores vinculados às redes municipais no estado.





