Congonhas
A morte de uma criança de 1 ano e 8 meses, de nome Bernardo Santos Alves, na segunda-feira (6), gera forte comoção em Congonhas e levantou questionamentos sobre o atendimento prestado na rede de saúde do município. Segundo relatos da família, a criança foi levada ao Hospital Bom Jesus entre sexta-feira (3) e segunda-feira (6) em busca de atendimento médico. De acordo com a mãe e a madrinha, por dois dias consecutivos a criança teria sido medicada e liberada sem a realização de exames. Já no terceiro dia, foram feitos exames de sangue e urina, que indicaram a presença de uma infecção. Ainda assim, conforme o relato, a criança foi liberada durante a madrugada. Posteriormente, o quadro clínico teria evoluído para uma infecção generalizada, levando ao óbito. A família acusa o hospital de negligência médica e caso será judicializado.
Até o momento, não há conclusão oficial sobre as circunstâncias do caso. A situação deve ser analisada com rigor pelos órgãos responsáveis. Especialistas destacam que casos como este exigem investigação técnica detalhada, evitando conclusões precipitadas, mas garantindo que eventuais falhas sejam identificadas. A morte da criança causou grande repercussão na cidade, reacendendo debates sobre a qualidade do atendimento na saúde pública local. Moradores e familiares cobram transparência e respostas, enquanto aguardam o avanço das investigações. O caso será judicializado e investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Nota do HBJ
Em um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (9), o Hospital Bom Jesus manifestou profundo pesar pelo falecimento de uma criança de apenas 1 ano e 8 meses. Na nota, o hospital expressou solidariedade aos familiares e amigos, reforçando o desejo de força para enfrentar o que classificou como uma “perda irreparável”. A instituição garantiu que o caso está sendo tratado com o máximo rigor, seguindo todos os protocolos internos e institucionais para a devida condução dos fatos. A Comissão Intergestora do Hospital Bom Jesus reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, assegurando que permanece à inteira disposição da família para prestar os esclarecimentos necessários sobre as circunstâncias do ocorrido.
Compromisso com a Transparência
A Comissão Intergestora do Hospital Bom Jesus reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, assegurando que permanece à inteira disposição da família para prestar os esclarecimentos necessários sobre as circunstâncias do ocorrido.
Outro caso
Em meados de julho de 2024, um caso semelhante ocorreu quando a pequena Lívia Carolina de Paula, de apenas 5 anos, morreu no Hospital Bom Jesus. Os pais também acusam a instituição de negligência. A criança reclamava de dores na região clavícula, quando passou por radiografia e foi liberada. Dias depois, a criança retornou ao hospital vindo a óbito. O caso ganhou ampla repercussão nacional com apuração da PCMG e justiça.





