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Com pelo menos cinco pré candidaturas ao Governo Estadual, reduz a possibilidade de união na direita e na esquerda ao mesmo tempo que aumenta a possibilidade de segundo turno

O projeto de uma candidatura única está cada vez mais distante tanto para direita quanto para esquerda em Minas Gerais. Enquanto PSD, que tem como pré candidato ao Governo, o atual Governador Mateus Simões, o Republicanos pretende lançar o Senador Cleitinho ao mesmo cargo. Caso ele desista de concorrer, o partido tem como alternativa o ex Prefeito de Patos de Minas e ex Presidente da AMM, Luiz Eduardo Falcão, pré candidato a Deputado Federal, que se colocou a disposição para a disputa majoritária, seja como vice, Senador e se preciso Governador. Outra alternativa do Republicanos, é o ex Prefeito de Divinópolis, cogitado para Vice de Mateus Simões, como também para concorrer ao Senado ou ao Governo.

Tanto PSD quanto Republicanos, disputam o apoio do PL, que tem como pré candidato ao Senado, o Deputado Federal Domingos Sávio e da Federação União Brasil, que tem como pré candidato ao mesmo cargo, o ex Secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, muito próximo a Romeu Zema e não tão próximo de Mateus Simões. Ambos os apoios são muito importantes. O do PL por ser o partido de Flávio Bolsonaro e a Federação União Brasil, que leva consigo o apoio do Podemos e do Democracia Cristã.

Já a esquerda, buscava para uma chapa formada por Rodrigo Pacheco concorrendo ao Governo pelo PSB, tendo como candidatos ao Senado, Marília Campos do PT e Alexandre Kalil do PDT. Já vaga de vice, seria utilizada para atrair o apoio de um partido de centro que poderia ser o União Brasil, MDB ou do próprio PSB, ao que tudo indica, pode ser o ex Procurador Geral do Estado, Jarbas Soares. O PSDB chegou a ser cogitado, mas a rejeição por parte do PT a Aécio Neves, afastou essa possibilidade. Porém, a esquerda também não caminhará unida no primeiro turno das eleições de outubro, pois Alexandre Kalil, pretende concorrer ao Governo e vem buscando o apoio da Federação PSOL/REDE, que pode vir a indicar o Deputado Federal André Janones como Vice pelo REDE e a ex Deputada Federal Áurea Carolina pelo PSOL. A tendência é que cada chapa de esquerda lance apenas um candidato ao Senado, o que pode facilitar a eleição de ambas as candidatas, caso as mesmas formem uma aliança informal de esquerda.

Pelo centro, o ex Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e um dos nomes cogitados para compor chapa com Rodrigo Pacheco, Gabriel Azevedo se coloca como candidato não extremista. Até o momento conta somente com o apoio de seu partido, podendo receber o apoio formal do PSDB, que pode vir a lançar como candidato ao Senado, o Deputado Federal e Presidente Nacional do partido, Aécio Neves, que pode concorrer de forma avulsa apoiando informalmente a candidatura de Rodrigo Pacheco ao Governo.

Com pelo menos cinco pré candidatos ao Governo, a possibilidade de a eleição ser decidida no primeiro turno, fica cada vez mais distante. Aquele que receber o apoio do PL e Rodrigo Pacheco, candidato de Lula ao Governo de Minas estão em vantagem em relação a seus adversários para chegarem ao segundo turno, o que não significa que serão eles que estarão no segundo turno da eleição.

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