Padrasto de 17 anos e com 17 registros policiais teria participação nas agressões, mas fugiu
Um menino de 2 anos e 2 meses morreu no começo da madrugada de sábado (16/5) em Areado, no Sul de Minas. Ele chegou em parada cardíaca e sem sinais vitais à Santa Casa da cidade, mas após mais de uma hora de tentativa de reanimação, o óbito foi atestado pela equipe médica.
O médico que realizou a tentativa de reanimação e atestou o óbito relatou à Polícia Militar que o menino apresentava sangue na região da garganta. Na ocasião, a mãe, de 28 anos, contou que amamentava o filho, momento em que ele engasgou e começou a vomitar. Conforme o relato dela, enquanto tentava desobstruir as vias aéreas do filho, ele teria desmaiado.
Perguntada se o filho poderia ter engolido algum objeto ou alimento capaz de provocar o engasgo, a mulher disse não ter presenciado nada parecido. Por ser considerada morte inconclusiva, o corpo foi encaminhado para necropsia.
Irmão gêmeo e prisão da mãe
Horas depois, na manhã de sábado, deu entrada no mesmo hospital o irmão gêmeo da criança que havia falecido, levado pela tia e pela mãe. Conforme a Polícia Militar, a tia contou aos médicos que suspeitava de algumas lesões e hematomas que a criança apresentava na região dos olhos e da virilha.
A equipe médica acionou a PM novamente, que ao comparecer no local tomou conhecimento dos maus-tratos e efetuou o registro e a prisão da mãe. Ainda segundo a corporação, as agressões envolvem, possivelmente, o padrasto dos garotos, que tem 17 anos e 17 passagens pela polícia em situações como direção perigosa e tráfico de drogas. O adolescente fugiu antes da polícia chegar ao imóvel do casal.
O garoto levado à Santa Casa com hematomas foi transferido para o hospital Alzira Velano e não corria risco de morte.
Fonte: O Tempo / Lucas Gomes





