Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde de Conselheiro Lafaiete, enviado à Câmara Municipal em resposta ao Requerimento nº 188/2026, revelou gargalos críticos na oferta de exames e consultas especializadas na rede pública. O documento, assinado pelo secretário Rodrigo Souza Santos, detalha a situação da demanda reprimida e as dificuldades estruturais enfrentadas pelo município.
Um dos pontos de maior preocupação é a realização do exame de colonoscopia. Segundo o relatório, o município oferta aproximadamente 50 vagas mensais através de um consórcio, mas a fila de espera já soma 1.986 pacientes. Além da colonoscopia, a Secretaria de Saúde listou outros procedimentos que apresentam a maior demanda reprimida no município: Endoscopia;Duplex scan; Ultrassonografia de articulações, Ultrassonografia de mamas e axilas.
Desafios no atendimento especializado
Sobre as consultas com especialistas, a Secretaria informou que as cotas variam conforme a especialidade e os contratos firmados. Nos atendimentos regionais, a média é de 80 vagas mensais por especialidade. Em relação à neuropediatria, a oferta é definida de acordo com a disponibilidade regional.
O ofício também confirmou que Conselheiro Lafaiete não possui atendimento regular na especialidade de hematologia. Atualmente, os pacientes que necessitam desse acompanhamento dependem de cotas pactuadas com a rede de atendimento em Belo Horizonte.
Medidas em estudo
A Gerência de Controle e Avaliação da Secretaria informou que está em constante monitoramento da demanda reprimida. Como estratégia para tentar reduzir as filas e ampliar o acesso, o órgão afirmou que está adotando medidas como: realização de novos credenciamentos e estudos para possíveis novas contratualizações com clínicas especializadas.A Secretaria ressaltou, ainda, que possui um levantamento atualizado da demanda reprimida, cujas informações detalhadas podem ser consultadas pelos cidadãos por meio dos canais oficiais de transparência do município.



