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Cavaleiros promovem cavalgada em Conselheiro Lafaiete para defender permanência de cavalos em área urbana; veja vídeo

No último domingo, 14 de junho de 2026, cavaleiros e defensores da cultura equestre realizaram uma manifestação pacífica em Conselheiro Lafaiete para defender o direito de manter cavalos de forma responsável dentro do perímetro urbano do município.A mobilização ocorreu em formato de cavalgada, com concentração em frente à Prefeitura Municipal e percurso até o Cristo Redentor da cidade. O ato reuniu proprietários de equinos e simpatizantes da causa, que buscaram chamar a atenção para os impactos da Lei Municipal nº 5.619/2014, que proíbe a criação de cavalos em áreas urbanas.

Segundo os participantes, o objetivo da manifestação não foi questionar a importância da fiscalização ou das normas de proteção animal, mas defender que a análise dos casos seja realizada de forma individualizada. O grupo argumenta que proprietários que mantêm seus animais em condições adequadas de saúde, alimentação, higiene e bem-estar não deveriam ser penalizados por irregularidades cometidas por terceiros.

Os manifestantes ressaltaram que são totalmente contrários aos maus-tratos e defendem a punição rigorosa para situações de negligência ou abandono. No entanto, entendem que a fiscalização deve distinguir os responsáveis daqueles que descumprem as normas.Durante o trajeto, os participantes reforçaram que a criação de cavalos faz parte da história, da cultura e da tradição de muitas famílias da região. Para eles, os animais representam não apenas um hobby ou atividade de lazer, mas também um modo de vida transmitido entre gerações.

O grupo também destacou que os cavalos presentes na manifestação recebem acompanhamento, alimentação adequada e os cuidados necessários para garantir seu bem-estar, defendendo que a convivência responsável entre os proprietários e os animais deve ser considerada no debate sobre a legislação municipal.Ao final da cavalgada, os participantes reafirmaram que o movimento busca diálogo com o poder público e a construção de alternativas que conciliem o bem-estar animal, o cumprimento da legislação e a preservação das tradições ligadas ao universo equestre.

“Nossa luta não é contra a fiscalização. Defendemos que ela aconteça com equilíbrio, responsabilidade e justiça, para que aqueles que cuidam corretamente de seus animais não sejam prejudicados pelos erros cometidos por outros”, destacaram os organizadores.

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