Escondida no fundo do vale e abraçada pela grandiosa Serra do Mar, a encantadora Morretes possui um valioso e bem preservado centro histórico do século XVIII, com belos casarões margeando o poético Rio Nhundiaquara. A cidade é o ponto de chegada de um dos passeios ferroviários mais espetaculares do mundo, cruzando mais de 100 km pela Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba e descortinando vistas magníficas da maior porção de Mata Atlântica intacta do país. Além do charme histórico e do acesso à cênica Estrada da Graciosa, a região atrai inúmeros amantes do ecoturismo com atividades como o divertido boia-cross pelas corredeiras e o montanhismo desafiador no Parque Estadual Pico do Marumbi.
Quem desce a serra de trem a partir de Curitiba encontra Morretes no fundo do vale, entre montanhas cobertas de Mata Atlântica. Fundada em 1733, a cidade colonial guarda casarões antigos às margens de um rio calmo. A descida até ela já é um espetáculo à parte.
A cidade que nasceu aos pés da serra
Morretes nasceu como ponto de passagem dos viajantes que subiam a Serra do Mar rumo ao planalto. Fundada por jesuítas em 1733, segundo o Viaje Paraná, a cidade preserva o conjunto arquitetônico que atravessou os ciclos do ouro e da erva-mate. O centro histórico tem tombamento estadual e mantém a atmosfera do século XVIII. Os casarões coloniais e o calçamento de pedras irregulares se concentram às margens do Rio Nhundiaquara, que corta a cidade entre pontes e jardins.
Por que o passeio de trem é tão famoso?
O passeio é famoso por atravessar um dos trechos mais preservados de Mata Atlântica do país, na descida da Serra do Mar. A Ferrovia Paranaguá-Curitiba, inaugurada em 1885, serpenteia por túneis, pontes e viadutos encravados na rocha ao longo de cerca de 110 km.
O trajeto rendeu reconhecimento internacional. Publicações como o The Guardian e o The Wall Street Journal já citaram a viagem entre Curitiba e Morretes como um dos passeios de trem mais bonitos do mundo, com vistas de picos, cachoeiras e abismos.
O que visitar no centro histórico?
O centro de Morretes é pequeno e pode ser percorrido a pé, com tudo concentrado ao redor do rio. Os casarões coloniais hoje abrigam ateliês e espaços culturais.
- Rua das Flores: calçadão à beira do Rio Nhundiaquara, com casarões históricos, entre eles a casa onde Dom Pedro II teria se hospedado.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto: templo no ponto mais alto do centro, com vista privilegiada da cidade.
- Marco Zero: ponto às margens do rio onde a história da cidade começou.
- Igreja de São Benedito: pequena capela colonial no núcleo histórico.
Quais aventuras a natureza reserva?
A natureza ao redor de Morretes é o convite para quem busca trilhas e cachoeiras. A cidade fica cercada por áreas de preservação da Serra do Mar.
- Parque Estadual Pico do Marumbi: berço do montanhismo no Brasil, com oito picos, entre eles o Monte Olimpo, a 1.539 metros.
- Estrada da Graciosa: rodovia histórica de calçamento original, uma das mais cênicas do país, entre a serra e o litoral.
- Boia-cross no Nhundiaquara: descida pelas corredeiras do rio, em meio à mata.
- Cachoeiras da Serra: quedas como o Salto dos Macacos e o Salto da Fortuna, em trilhas pela floresta.
Quando o clima favorece a viagem?
Morretes tem clima subtropical úmido, com muita chuva e umidade o ano inteiro, típico da Serra do Mar. Os meses mais secos do outono e do inverno favorecem as trilhas e o passeio de trem com céu aberto.
Como chegar a Morretes?
A cidade fica a cerca de 70 km de Curitiba, com acesso pelo trem turístico da Serra Verde Express ou de carro pela Estrada da Graciosa. O trajeto cênico exige atenção em dias de chuva ou neblina, comuns na serra.
Conheça a joia da Serra do Mar paranaense
Morretes une história colonial, Mata Atlântica preservada e um dos passeios de trem mais bonitos do planeta. Poucos destinos do sul reúnem tanto charme e natureza a tão pouca distância da capital. Você precisa descer a serra de trem e conhecer Morretes, a cidade onde o Paraná guarda seu cenário mais cinematográfico.
Fonte: Brasil 247



