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Banco Central vai depositar PIX especial na conta de brasileiros em até 11 dias

As novas regras de segurança do PIX, que entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026, implementadas pelo Banco Central, prometem reforçar a proteção contra fraudes no sistema de transferências instantâneas no Brasil. O novo mecanismo de devolução, denominado Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, pode facilitar a recuperação ágil de valores em casos de fraude, expandindo a captura de fundos além da conta inicial do fraudador.

O diferencial do MED 2.0

Anteriormente, o reembolso exigia que os valores fossem recuperados apenas da conta usada na fraude inicial. Com o novo sistema, é possível rastrear o dinheiro mesmo após ele ser transferido para outras contas, aumentando as chances de recuperação dos fundos desviados.

Essa mudança busca superar o desafio da rápida movimentação de valores pelos criminosos, que anteriormente dificultava a restituição. O valor transferido indevidamente pode ser recuperado em até 11 dias.

Funcionamento do sistema

O MED 2.0 obriga os bancos a intensificarem esforços na identificação e bloqueio de contas suspeitas. A atualização permite o rastreamento extensivo dos valores e facilita a colaboração entre instituições financeiras através do compartilhamento de dados de contas envolvidas em fraudes. Essa integração é projetada para impedir que contas comprometidas sejam reutilizadas em golpes futuros.

Ferramentas para o usuário

Além disso, usuários têm agora mais facilidade em contestar transações duvidosas diretamente por aplicativos bancários. Este recurso diminui a necessidade de contato humano constante, acelerando a recuperação de valores e melhorando a resposta aos casos de fraude.

O Banco Central espera que estas novas medidas reduzam significativamente as fraudes no PIX. Para os usuários do sistema, a orientação é checar rigorosamente os dados das transferências antes de concluir as operações. A atualização de aplicativos e dispositivos é crucial para garantir a máxima eficácia das medidas de segurança.

FONTE: Diário do Comércio

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