A Prefeitura de Congonhas, na região Central de Minas, determinou a paralisação imediata de algumas atividades das mineradoras CSN, Vale, Ferro+ e Gerdau após uma nuvem de poeira encobrir parte da cidade neste domingo (12/7). A suspensão, estabelecida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Semam), vale para todas as operações com potencial de gerar emissão de material em partícula no ar.
Mais cedo, moradores registraram em vídeo a poeira avançando sobre regiões do município. Ainda ontem uma gigantesca onda de poeira atingiu novamente a cidade. De acordo com o município, as quatro mineradoras respondem por mais de 96% das emissões de material particulado em Congonhas. A ordem de paralisação abrange atividades como frentes de lavra, carregamento de minério, britagem e transporte em vias não pavimentadas, além de outras operações que possam provocar a suspensão de poeira. “As empresas são obrigadas a cumprir a determinação e, em caso de descumprimento, estão sujeitas à autuação pelos órgãos de fiscalização”, registrou o Executivo.
Prefeitura diz que mineradoras foram alertadas
No ofício encaminhado às empresas, a administração municipal afirma que havia emitido anteriormente os ofícios nº 020/2026 e nº 023/2026, alertando para a previsão de condições meteorológicas desfavoráveis. Nesses documentos, segundo a prefeitura, foi solicitado o reforço das ações preventivas para controle da poeira.Ainda de acordo com o município, fiscais da Diretoria de Gestão Ambiental (DGAM) realizaram vistorias nas unidades operacionais neste domingo e constataram que as empresas já haviam interrompido parte das atividades diante da gravidade da situação.
Empresas terão de adotar medidas
Além da suspensão das operações, a prefeitura determinou que as mineradoras adotem uma série de medidas emergenciais para reduzir a emissão de poeira. Entre elas estão a intensificação da umectação de vias internas e pátios, o uso contínuo de canhões de névoa, a aplicação de supressores de poeira, a redução da velocidade de veículos e o reforço da limpeza de sedimentos e do sistema de lavagem de rodas e chassis dos caminhões. As empresas também terão prazo de 10 dias corridos para apresentar um relatório técnico à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O documento deverá detalhar as medidas adotadas, os dados meteorológicos registrados durante o episódio, os horários de paralisação das operações e as justificativas técnicas para as falhas apontadas pelo município.
Segundo a prefeitura, as atividades só poderão ser retomadas após avaliação técnica da secretaria, que vai verificar se as condições ambientais permitem o retorno das operações.



