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Gigante dos supermercados fecha 343 das 587 lojas no Brasil, desativa 3 CDs, trata dívida de R$ 1,1 bilhão e encerra recuperação

A rede de supermercados Dia encerrou seu processo de recuperação judicial no Brasil após reestruturar dívida de R$ 1,1 bilhão, fechar 343 lojas e desativar três centros de distribuição.

Rede Dia conclui recuperação judicial após reestruturação operacional no Brasil

A rede de supermercados Dia concluiu oficialmente o seu processo de recuperação judicial no Brasil antes do prazo previsto. O encerramento da medida marca o fim de uma etapa decisiva de reorganização financeira e operacional da companhia no país.

A reestruturação envolveu ajustes severos em toda a operação do grupo em solo brasileiro. Para equacionar o passivo acumulado, a empresa precisou enxugar drasticamente sua presença física e sua logística nacional. O processo de recuperação judicial foi encerrado em junho.

Entenda a crise e o passivo de R$ 1,1 bilhão da rede de supermercados

O plano de recuperação judicial da rede de supermercados Dia foi desenhado para lidar com um passivo total acumulado de R$ 1,1 bilhão. A elevada dívida com bancos e fornecedores inviabilizava a continuidade dos negócios nos moldes operacionais antigos.

Com o enxugamento estrutural, a companhia reduziu custos fixos e buscou viabilidade financeira para manter a operação ativa no mercado nacional. As ações implementadas permitiram responder aos credores e reorganizar as contas da empresa.

Principais números da reestruturação:

  • Fechamento de unidades: Encerramento de 343 das 587 lojas da rede no país.
  • Ajuste logístico: Desativação de 3 centros de distribuição para otimizar custos.
  • Reorganização do passivo: Tratamento e renegociação de R$ 1,1 bilhão em dívidas acumuladas.
  • Desfecho judicial: Finalização do processo de recuperação judicial antes do prazo estabelecido.

Foco na operação do supermercados Dia em São Paulo

Grupo marca Dia enxugou operações e manteve unidades próprias concentradas em São Paulo • Foto: Supermercado Dia/Divulgação/ND Mais

Após a drástica redução da pegada operacional, a rede manteve suas lojas próprias concentradas na região de São Paulo. A estratégia permitiu focar no mercado onde a marca possui maior densidade e eficiência logística.

Com a conclusão antecipada da recuperação judicial, a empresa foca agora na sustentabilidade financeira de longo prazo. O encerramento do processo abre caminho para que o grupo mire novas oportunidades de expansão no setor varejista.

Outros grupos também fecharam lojas, mas por outros motivos, como o Grupo Matheus, que tomou a decisão de fechar 28 lojas e demitir 6,6 mil funcionários como estratégia de negócio.

Fonte: ND Mais

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