Começou nessa terça-feira, 11 de agosto, e segue até o dia 20 de agosto, o escaneamento tridimensional dos 12 Profetas de Aleijadinho, localizados no adro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. O trabalho, realizado pelo Studio Kwo, integra o projeto “Profetas em Réplicas do Mestre Aleijadinho”, aprovado pela Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (FUMCULT), no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
O projeto recebeu aprovação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), da Diretoria de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Congonhas e da Arquidiocese de Mariana. O financiamento está assegurado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), viabilizando as etapas de escaneamento e produção das réplicas.
A iniciativa prevê a digitalização das esculturas originais e, posteriormente, a produção de réplicas de alta fidelidade. Os modelos serão destinados à futura Galeria dos Profetas, espaço que será construído sobre o Anfiteatro do Museu de Congonhas, ampliando a estrutura do museu e sua integração ao conjunto museológico.
A criação da Galeria dos Profetas também está alinhada às ações desenvolvidas pelo Governo Municipal para ampliar o acesso à cultura e valorizar o patrimônio histórico de Congonhas. A disponibilização das réplicas permitirá novas possibilidades de visitação, pesquisa e atividades educativas, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento do turismo cultural e para a ampliação da experiência de moradores e visitantes.
A proposta é ampliar o acesso do público às obras e possibilitar ações de mediação e atividades sem a necessidade de manipulação ou exposição direta dos originais. O processo de escaneamento é não invasivo e foi planejado para preservar a integridade física e simbólica das esculturas.
O projeto também está relacionado à criação do Centro de Estudos da Pedra, resultado de um acordo de cooperação técnica entre o IPHAN, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Prefeitura de Congonhas e a FUMCULT. O centro será voltado ao ensino, à pesquisa e à extensão, com foco nas rochas utilizadas no patrimônio cultural, como a pedra-sabão, além de estudos sobre degradação, conservação e preservação.
Os dados obtidos durante o escaneamento poderão servir de base para pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Estudos da Pedra, incluindo o monitoramento técnico das esculturas e a investigação de possíveis processos de desgaste ou danos. Os modelos digitais também poderão contribuir para estudos relacionados à conservação de outros bens culturais produzidos em pedra no país.
Além da captação das imagens, o cronograma prevê etapas de pós-processamento dos dados, produção e instalação das réplicas, ações de acessibilidade e iniciativas de difusão do conhecimento produzido.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas




