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Famosa vila de pedra no interior de Minas Gerais fica encravada na montanha, tem tradição preservada com mestres pedreiros e encanta turistas

Vila no interior de Minas Gerais mantém viva a tradição da construção em pedra. Entenda como o saber dos mestres pedreiros protege a cidade

Cravada entre as montanhas do Norte de Minas Gerais, a secular Grão Mogol redescreve seu futuro ao resgatar uma tradição que parecia esquecida. Conhecida historicamente como a cidade da pedra, esta singular vila no interior mineiro se tornou o palco de uma grande corrente de transmissão de saberes, onde mestres pedreiros experientes estão ensinando técnicas ancestrais de corte e alvenaria para as novas gerações de moradores.

Caminhar pelas ladeiras do município é como passear por um museu a céu aberto. Cada bloco de rocha foi ajustado manualmente, sem o uso de argamassa em muitas das estruturas mais antigas, demonstrando um conhecimento prático de engenharia que fascinou historiadores ao longo dos séculos.

Com o passar dos anos e a modernização da construção civil, o ofício artesanal começou a perder espaço. No entanto, a necessidade de restaurar o patrimônio histórico fez renascer o valor dos mestres pedreiros, que agora assumem o papel de professores para salvar a memória viva da comunidade.

Por que Grão Mogol é conhecida como a cidade da pedra?

Grão Mogol recebeu o título de cidade da pedra devido à sua formação geológica e ao uso abundante do quartzito em quase todas as suas construções históricas desde o período do garimpo de diamantes. Diante da escassez de outros materiais na época colonial, os habitantes locais desenvolveram técnicas apuradas para extrair, cortar e encaixar blocos de rocha com extrema precisão.

Essa herança cultural se consolida na imponente Igreja Matriz de Santo Antônio, construída com grandes lajes de pedra, e se reflete no calçamento original das ruas e no famoso Presépio Permanente em Mão de Obra de Pedra, considerado um dos maiores do mundo em seu gênero.

A arte de lapidar a história em Grão Mogol

Caminhar pelas ladeiras do município é como passear por um museu a céu aberto. Cada bloco de rocha foi ajustado manualmente, sem o uso de argamassa em muitas das estruturas mais antigas, demonstrando um conhecimento prático de engenharia que fascinou historiadores ao longo dos séculos.

Com o passar dos anos e a modernização da construção civil, o ofício artesanal começou a perder espaço. No entanto, a necessidade de restaurar o patrimônio histórico fez renascer o valor dos mestres pedreiros, que agora assumem o papel de professores para salvar a memória viva da comunidade.

Os canteiros de obra viraram verdadeiras salas de aula ao ar livre. Nesses espaços, jovens aprendem desde a identificação do tipo correto de rocha até o manuseio preciso do ponteiro e da marreta, garantindo que o acervo arquitetônico continue preservado por muitos anos.

Futuro artesanal

A qualificação de novos artesãos atrai a atenção de arquitetos, historiadores e viajantes que buscam vivências autênticas em destinos históricos longe do turismo de massa tradicional.

A consolidação da vila no interior como polo de preservação da arquitetura em pedra de Minas Gerais gera novas oportunidades de renda. O trabalho artesanal passa a ser valorizado tanto em obras de restauração do patrimônio público quanto no design de pousadas e espaços culturais.

Ao unir o respeito ao passado com o desenvolvimento econômico, a comunidade prova que o segredo para o futuro reside na valorização de suas raízes. A pedra, que moldou a paisagem da região, continua a esculpir novas oportunidades para as próximas gerações.

FONTE: CORREIO 24 HORAS

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