Um episódio de suspeita de negligência e falta de respeito no transporte público de Lafaiete revoltou uma família. Relatos apontam que motoristas de linhas municipais têm arrancado com os veículos antes que todos os passageiros consigam descer ou embarcar por completo, resultando em situações de pânico e risco de acidentes graves.
Em um dos casos recentes, ocorrido na manhã de sexta-feira (9), na linha que vem do Bairro São João ao centro, uma tia e sua sobrinha, de 9 anos, enfrentaram momentos de desespero. Já perto do antigo fórum, no centro de Lafaiete, o motorista não aguardou o desembarque total dos passageiros e fechou as portas abruptamente, atingindo o braço da criança. Apesar dos gritos de socorro para que o veículo parasse, o condutor seguiu viagem, obrigando a tia a desembarcar em outro ponto mais adiante e deixando a menina sozinha e em pânico no ponto de ônibus.
A tia, em desespero, acionou a mãe, que conseguiram chegar até o local onde criança estava em meio aos populares. O ato revoltou a família pela falta de respeito e educação com os usuários.
Falta de canal de comunicação e impunidade
Os familiares afetados tentaram por diversas vezes entrar em contato com a empresa de ônibus e com os órgãos competentes para registrar reclamações e exigir providências, mas relatam que se encontram de “mãos atadas”. Segundo os denunciantes, os telefones fornecidos não atendem ou não permitem contato com os responsáveis, e as tentativas de resolver a situação diretamente na prefeitura também não geraram retorno ou solução.
A comunidade cobra uma fiscalização mais rigorosa por parte das autoridades e uma postura mais responsável das empresas de transporte, alertando que a pressa dos motoristas coloca vidas em risco diariamente — especialmente de crianças e passageiros vulneráveis.



