Intelectual e defensor da cultura mineira: morre Roque Camêllo

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Faleceu ontem, dia 18, na capital mineira, aos 74 anos, o ex-prefeito de Mariana, Roque Camêllo . A causa da morte ainda não foi divulgada pela família. O velório acontecerá hoje, a partir das 15:00 horas, na Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras.

A notícia da morte do ex-prefeito repercute nas redes sociais.  O prefeito de Mariana, Duarte Junior (PPS) decretou luto no município  e  eventos que estavam previstas para este sábado (18) foram cancelados.

Com decreto de luto oficial, as bandeiras em frente ao prédio da prefeitura e da Câmara de Vereadores devem ser hasteada a meio mastro. Também devem repetir o gesto bandeiras em repartições públicas, estabelecimentos de ensino e sindicatos.  “Hoje Mariana acordou triste. Hoje perdemos o nosso grande embaixador”, disse o prefeito.

A história

Roque Camêllo foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e dedicou sua vida à preservação do patrimônio de Mariana. Foi diretor-executivo da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ), pela qual foi responsável pela segunda reforma do Órgão Arp Schnitger da Catedral de Mariana e pelo restauro do Antigo Palácio dos Bispos. Pela FUNDARQ, vem conduzindo, com uma equipe de arqueologia e arquitetura, a reconstrução e a revitalização dos jardins históricos desse palácio.

Roque tinha uma atividade cultural intensa com participação em inúmeras entidades em Minas e em outros estados.

Empresário, professor, intelectual e escritor, ele lançou no ano passado seu último livro “Mariana – Assim Nascem as Minas Gerais: Uma Visão Panorâmica da História”. A obra aborda a história da cidade desde o início de sua ocupação, no fim do século 17, tratando de sua importância religiosa e econômica. As tradições culturais e a luta pela manutenção do patrimônio não foram deixados de lado.

Roque Camêllo foi o proponente, em 1979, do projeto que instituiu o DIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, comemorado em todo o território mineiro em 16 de Julho, data coincidente com o aniversário de Mariana, primeira vila e primeira Capital de Minas. Uma perda para a cultura mineira.