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SEM ACORDO: servidores de Mariana (MG) ameaçam greve por reajuste

Os servidores municipais de Mariana decidiram manter a paralisação iniciada na última segunda-feira (24) e ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado caso não haja avanço nas negociações com a Prefeitura. A categoria exige um reajuste salarial de 11,02% e um aumento no Vale Alimentação para R$ 1.000, enquanto o projeto aprovado pela Câmara Municipal prevê um reajuste de 5% e acréscimo de R$ 60 no auxílio, elevando-o de R$ 600 para R$ 660.

Na manhã de terça-feira (25), centenas de servidores protestaram em frente à sede da Prefeitura, cobrando uma proposta que, segundo eles, seja mais justa e compatível com as perdas acumuladas nos últimos anos. A categoria alega que os salários estão defasados desde 2016 e que a situação se agravou após o rompimento da Barragem de Fundão, em 2015, e a pandemia de Covid-19.

O Sindicato dos Servidores Públicos de Mariana (Sindserv) defende que a recomposição de 5% aprovada pelo Legislativo é insuficiente para cobrir as perdas salariais ao longo dos últimos anos. Embora o percentual seja superior à inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou 2024 em 4,77%, os servidores argumentam que a categoria já vinha enfrentando uma defasagem histórica e que um aumento maior seria necessário para equilibrar o poder de compra dos funcionários públicos.

O INPC, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de até cinco salários mínimos. Ele é utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias. No entanto, o sindicato destaca que, além da inflação do último ano, é preciso considerar a ausência de aumentos significativos nos últimos anos, o que impacta diretamente no orçamento dos servidores.

Outro ponto criticado pela categoria é o reajuste do Vale Alimentação. Com o aumento de R$ 60, o benefício passará de R$ 600 para R$ 660. Os servidores reivindicam que o auxílio seja de R$ 1.000, alegando que o valor atual não é suficiente para suprir as necessidades básicas diante do alto custo de vida na cidade.

Os servidores também votaram a favor da reposição dos dias em greve por parte dos trabalhadores. A forma como serão feitas as reposições, será decidida individualmente com cada setor, como serão feitas as reposições ao retorno das atividades. O Sindserv ainda exige melhorias nos estatutos, planos de carreira e piso salarial.

A mobilização dos servidores já afeta o funcionamento de diversos setores da administração municipal de Mariana e a possível greve paralisaria operações essenciais para o município. Entre os serviços impactados estão o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), escolas municipais, obras públicas e atividades burocráticas da Prefeitura. Escolas municipais registraram suspensão das aulas em alguns turnos devido à adesão de professores ao movimento.

Diante da continuidade do impasse e da ameaça de greve, uma reunião foi agendada para quarta-feira (26), às 8h, na Câmara Municipal de Mariana, porém, a reunião foi cancelada. Participariam do encontro representantes da Prefeitura, vereadores e membros do sindicato. O objetivo da reunião será avaliar propostas e discutir um possível acordo para evitar uma greve por tempo indeterminado.

Após a reunião, os servidores realizarão uma nova assembleia para deliberar sobre os próximos passos do movimento. Caso considerem a proposta insatisfatória, a categoria poderá decidir pela continuidade da paralisação e por uma greve por tempo indeterminado.

FOONTE: JORNAL GERAES

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