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Nunca estivemos tão perto do fim: o relógio que marca o fim do mundo avançou novamente e revela por que cientistas dizem que a humanidade nunca esteve tão perto do colapso

O avanço do Relógio do Juízo Final para apenas 85 segundos da meia-noite expõe uma combinação inédita de guerras, crise climática, risco nuclear e inteligência artificial fora de controle

Faltam 85 segundos para a meia-noite. Esse é o tempo simbólico que separa a humanidade de um colapso global, segundo o Relógio do Fim do Mundo. Criado por cientistas renomados, o indicador nunca esteve tão próximo do limite. Ainda assim, o alerta vai além do simbolismo. Ele traduz uma soma real de riscos que avançam ao mesmo tempo.

A informação foi divulgada por “Boletim dos Cientistas Atômicos”, organização internacional que reúne pesquisadores e vencedores do Prêmio Nobel. De acordo com o grupo, a humanidade falhou em reduzir ameaças críticas. Por esse motivo, os ponteiros avançaram novamente.

O que é o Relógio do Fim do Mundo e por que ele avançou

O Relógio do Fim do Mundo surgiu há 79 anos. Desde então, uma junta científica ajusta seus ponteiros conforme o nível de risco global. Atualmente, 11 ganhadores do Nobel participam das avaliações. Nesse contexto, o avanço recente reflete um cenário mais instável.

Guerras em larga escala, tensões nucleares e mudanças climáticas extremas pesaram na decisão. Além disso, o uso crescente de inteligência artificial sem regulação ampliou a sensação de perda de controle. Segundo os cientistas, esses fatores se intensificaram de forma simultânea.

No entanto, o dado mais alarmante é o ritmo. Em apenas um ano, os ponteiros avançaram quatro segundos. Consequentemente, o mundo alcançou o ponto mais crítico já registrado. Nunca houve tão pouco tempo simbólico entre a humanidade e a meia-noite.

Guerras, armas nucleares e o colapso da cooperação global

O cenário geopolítico atual preocupa os especialistas. Ao mesmo tempo, líderes mundiais passaram a falar abertamente sobre o uso de armas nucleares. Essa normalização do discurso bélico elevou o risco de erro estratégico.

Enquanto isso, a guerra entre Rússia e Ucrânia segue sem sinais de acordo. Ainda assim, o conflito não está isolado. O Oriente Médio vive tensão constante. No Irã, organizações de direitos humanos registraram 538 mortes e mais de 10 mil prisões durante protestos recentes.

Por outro lado, a cooperação internacional enfraqueceu. Até pouco tempo, potências mantinham canais diretos para evitar escaladas. Hoje, esses mecanismos praticamente desapareceram. Por esse motivo, analistas classificam o momento como uma ruptura perigosa.

Outro ponto sensível envolve China e Taiwan. Atualmente, Taiwan responde por 70% da produção mundial de microchips. Caso Pequim controle a ilha, o impacto econômico seria global. Diante disso, os Estados Unidos e aliados reforçam posições, aumentando o risco de confronto.

Clima extremo e inteligência artificial ampliam a sensação de urgência

A crise climática também pesa na avaliação dos cientistas. Os últimos três anos foram os mais quentes já registrados. Além disso, a concentração de gás carbônico atingiu níveis históricos. O nível do mar segue em alta, enquanto eventos extremos se multiplicam.

Nos Estados Unidos, uma mega nevasca atingiu 30 dos 50 estados, afetando quase 200 milhões de pessoasEm Nova York, autoridades confirmaram ao menos cinco mortes por frio extremo. Enquanto isso, a Europa enfrentou fechamentos de aeroportos, escolas e sistemas ferroviários.

No Brasil, temporais causaram mortes e destruição em várias regiões. Por outro lado, países da América do Sul lidaram com secas severas e incêndios florestais no Chile e na Patagônia argentina. Esse contraste reforça a instabilidade climática global.

Além do clima, a inteligência artificial entrou no radar de risco. Especialistas alertam que sistemas mal utilizados podem espalhar desinformação em escala inédita. Nesse cenário, a tecnologia evolui mais rápido do que as regras. Por esse motivo, cresce o temor de consequências imprevisíveis.

Diante disso, os cientistas fazem um alerta direto. O planeta não está preparado para lidar com tantos riscos simultâneos. Não existe, hoje, uma liderança global capaz de coordenar respostas eficazes. Ao mesmo tempo, organismos multilaterais perderam força.Play Video

Ainda assim, o Relógio do Fim do Mundo não prevê o futuro. Ele funciona como um aviso. Segundo os pesquisadores, ainda há tempo para recuar os ponteiros. No entanto, isso exige cooperação, decisões políticas e ação imediata.

Por fim, a mensagem é clara. O perigo não vem de um único fator. Ele nasce da soma de ameaças que avançam juntas. E, agora, o tempo simbólico nunca foi tão curto.

Fonte: ClickPetróleoeGás

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