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Candidatura exclusiva da chapa pode levar o PT a cometer o mesmo erro pela terceira vez consecutiva na eleição para o Senado

Nas eleições de 1982 e 1990, o PT lançou candidato ao Senado quando apenas uma vaga estava em disputa. Da mesma forma em 1998, 2006, 2014 e 2022, o partido não lançou nomes para o Senado cedendo a vaga de candidato a partidos aliados. Em 1986, 1994 e 2002, quando eram disputadas duas vagas por Unidade Federativa, lançou apenas um nome em sua chapa.

Nas eleições de 2010, enquanto a chapa governista lançou Aécio Neves e Itamar Franco para o Senado em campanha conjunta com a do Governador Antônio Anastasia que concorria a reeleição, o PT priorizou a candidatura de Fernando Pimentel e lançando para a outra vaga, Zito Vieira, do PC do B. Ao contrário da chapa governista, foram três campanhas isoladas, todas derrotadas por seus adversários.

Em 2018, a grande aposta do PT em Minas foi a eleição de Dilma Roussef para o Senado, com o intuito de além de elegê-la, fortalecer a recandidatura de Fernando Pimentel ao Governo Estadual e vencer a eleição presidencial no Estado com Fernando Haddad, como a própria Dilma fez em 2014. Enquanto isto, a chapa de oposição trabalhou seus dois candidatos ao Senado e um terceiro num partido isolado apoiando a candidatura de Anastasia ao Governo.

Naquela eleição, Dilma Roussef não integrou a sua candidatura com o do também petista, Deputado Federal Miguel Correa. Deixando o segundo voto para o Senado “livre”, terminou  a eleição em quarto lugar, atrás de Rodrigo Pacheco, eleito pela chapa de Antônio Anastasia, de Carlos Viana eleito pelo PHS, que apoiou informalmente a chapa de oposição e Dinis Pinheiro, que não foi eleito, embora tenha integrado a mesma chapa que Rodrigo Pacheco.

Para 2026, se Marília Campos concorrer ao Senado como candidata prioritária da chapa majoritária, pode chegar ao mesmo resultado que Fernando Pimentel em 2010 e Dilma Roussef em 2018. Pois priorizando apenas um nome na chapa, enquanto os adversários atuam pelos dois, além da maioria dos votos deles serem “casados”, eles podem conquistar o segundo voto da chapa que tem um nome concorrendo e outro participando.

Além de Marília Campos, que teve seu nome aprovado pelas Executivas Estadual e Nacional do PT, a esquerda tem como opções para outra vaga do Senado, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que pode migrar para o PSB ou a ex Deputada Federal Aurea Carolina, que retornou ao PSOL, que integra a federação PSOL/REDE. Uma campanha conjunta com o primeiro, aproximaria a petista do centro e o atual ministro da esquerda. Já com a segunda, além de unir a esquerda, se apresentaria como uma dobrada com representatividade 100% feminina.

Como a eleição para o Senado é de suma importância para as pretensões políticas de Lula e Bolsonaro, maiores expoentes de seus campos políticos, é necessário o lançamento de duas fortes candidaturas ao Senado, com o intuito de não perder votos para o adversário.

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