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Revolta em Cristiano Otoni: projeto pode criar vale-alimentação de R$ 600 para vereadores e gera indignação na população

Proposta que entra em pauta na Câmara prevê benefício mensal pago com dinheiro público e reacende debate sobre prioridades no município

Virou prática comum nas Câmara Municipais a criação do vale-alimentação. Moradores de Cristiano Otoni, há menos de 25 km de Conselheiro Lafaiete, às margens da BR 040, estão manifestando preocupação e indignação diante de um projeto que deverá entrar em pauta na Câmara Municipal na reunião desta terça-feira (10). A proposta prevê a criação de um vale-alimentação mensal de R$ 600 destinado aos vereadores, pago com recursos públicos. No site oficial da Câmara já consta o Projeto de Lei nº09/2026.

Ele institui um cartão alimentação exclusivo concedido aos parlamentares durante o exercício do mandato. O valor poderá inclusive ser reajustado anualmente com base na inflação e ainda prevê pagamento em 13 parcelas ao longo do ano. A iniciativa tem gerado questionamentos entre moradores que acompanham de perto a gestão pública do município. Em uma cidade de pequeno porte, onde muitos cidadãos enfrentam dificuldades econômicas e dependem de serviços públicos essenciais, a criação de novos benefícios para agentes políticos levanta dúvidas sobre as prioridades na aplicação do dinheiro público.

De acordo com o texto do projeto, o benefício seria depositado mensalmente em cartão magnético destinado exclusivamente à compra de alimentos e deixaria de ser pago caso o vereador se afaste do mandato.

Debate sobre prioridades

Diante desse histórico, a criação de um novo benefício para os vereadores passou a ser alvo de debate entre moradores. Muitos questionam se a medida é adequada em um momento em que diferentes áreas do município ainda enfrentam desafios estruturais e demandam investimentos constantes. Entre as principais demandas apontadas pela população estão melhorias na saúde, educação, infraestrutura urbana, transporte e assistência social.

Cobrança por transparência

Outro ponto levantado por moradores é que os cargos eletivos já recebem remuneração paga com recursos públicos e, segundo relatos de cidadãos que acompanham a política local, os parlamentares também contam com plano de saúde da rede privada. Diante disso, moradores pedem que a discussão ocorra com transparência, responsabilidade fiscal e amplo debate público, especialmente por se tratar de um benefício destinado aos próprios agentes políticos.

Foto: Câmara Municipal/REPRODUÇÃO

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