Desde que deixou a Presidência do Senado em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem Rodrigo Pacheco como seu nome preferido para concorrer em Minas Gerais. Ao longo do ano, mais precisamente entre setembro e dezembro, sua pré-candidatura sofreu alguns revezes, como a filiação do vice-governador e pré-candidato ao governo Mateus Simões ao PSD, a sua não indicação como ministro do STF, entre outros fatos que o fizeram cogitar deixar a vida pública ao final do mandato em 2027.
De janeiro para cá, não só pelo compromisso em formar chapa para seus aliados que pretendem concorrer à ALMG e à Câmara dos Deputados, como também pela troca de comando do União Brasil, o senador reviu a decisão de deixar a vida pública e passou a considerar a disputa em 2026. Como o resultado da mais recente pesquisa foi animador para Rodrigo Pacheco, seu novo desafio é escolher seu partido e atrair siglas aliadas ao seu projeto de chegar ao Palácio da Liberdade, objetivo interrompido em 2018 por uma articulação nacional entre PSDB e seu então partido, o DEM, que o lançou ao Senado. Naquela eleição, foi o mais votado, à frente de seu colega de Senado Carlos Viana, do ex-presidente da ALMG e atual prefeito de Ibirité Dinis Pinheiro e da ex-presidente da República Dilma Rousseff.
Quanto aos seus aliados, eles estão sendo filiados ao MDB, União Brasil e PSB. Desses três partidos, o MDB, que tende a adotar neutralidade na eleição nacional, seria uma boa opção pela sua história e tradição em Minas Gerais. Por outro lado, a sigla já conta como pré-candidato o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo.
O União Brasil, que recentemente trocou de comando para um aliado de Pacheco, está em processo de federação com o Progressistas, que deve ser concluído no próximo dia 26. Com parlamentares mais próximos da direita e defensores de uma aliança tanto com Mateus Simões quanto com Cleitinho Azevedo, além da possibilidade de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o partido se torna mais distante do senador.
Já o PSB surge como a melhor opção para Rodrigo Pacheco, por ser o partido do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, não ter parlamentares alinhados à direita e ter recebido ex-prefeitos aliados ao seu projeto de chegar ao Palácio da Liberdade.
As próximas semanas serão de intensa articulação, não só para Rodrigo Pacheco e seus aliados, mas também para deputados e demais atores políticos que pretendem disputar as eleições de outubro deste ano.





