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O Governo Federal está realmente preocupado com o aumento da dívida familiar, especialmente entre as pessoas de baixa renda. De acordo com estudos recentes, o endividamento e a inadimplência das famílias no Brasil atingiram um novo patamar, mesmo com a redução do desemprego e a elevação da renda em alguns períodos.

Cerca de 70 milhões de famílias brasileiras estão com o nome negativado, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a solicitar ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda informações sobre o endividamento da população para reformular o programa Desenrola Brasil, visando conter a inadimplência e aliviar a pressão sobre o consumo.

A nova versão do programa permitirá que consumidores quitem dívidas de forma unificada, com condições mais favoráveis, como redução de juros e prazos de pagamento ampliados, sendo discutida em reuniões entre o governo e instituições financeiras.

Embora ainda não haja um cronograma definido para o lançamento do novo programa, o governo está atento a fatores que podem agravar o endividamento, como o crescimento das apostas online e a pressão inflacionária decorrente da guerra no Oriente Médio, com expectativa de avanço nas negociações nas próximas semanas.

Algumas das principais causas desse problema incluem:

– Aumento do crédito não consignado: modalidades de crédito juros altos e com prazos mais curtos têm contribuído para o endividamento.

Uso excessivo do rotativo do cartão de crédito: muitas famílias estão recorrendo a essa opção, o que aumenta os juros e a dívida.

Financiamento ao consumo: famílias de baixa renda estão recorrendo mais a financiamentos para consumo, o que pode aumentar o risco de inadimplência.   

– Crescimento das apostas online Bets:   impacto cada vez mais relevante sobre o endividamento das famílias brasileiras, superando fatores tradicionalmente associados ao aumento das dívidas, como juros e acesso ao crédito. A constatação é de um estudo realizado pela FIA Business School em parceria com o Ibevar, com base em dados analisados entre 2011 e 2025.

 Saiba mais sobre as ações do Governo para ajudar as famílias de baixa renda com a dívida e dicas de como se proteger do endividamento.

O Governo Federal tem algumas iniciativas para ajudar a reduzir o endividamento das famílias de baixa renda, como:

Novo programa de renegociação de dívidas:  uma plataforma que permite renegociar dívidas de forma simplificada e com condições especiais. Proposta preliminar do Governo Federal de colocar de pé um novo programa de renegociação de dívidas, mas a ideia é que o processo seja mais rápido do que o Desenrola,

Crédito mais acessível: o Governo tem trabalhado para aumentar o acesso a crédito com taxas de juros mais baixas para famílias de baixa renda.

Educação financeira: iniciativas para educar as pessoas sobre como gerenciar o dinheiro e evitar o endividamento.

Algumas dicas para se proteger do endividamento incluem:

Planejar o orçamento: saber exatamente quanto você ganha e onde gasta é fundamental.

– Evitar crédito fácil: pensar duas vezes antes de pegar empréstimos ou usar o rotativo do cartão de crédito.

– Priorizar dívidas: focar em pagar as dívidas com juros mais altos primeiro.

 – Planejamento Familiar:   

1. Sabe aquela planilha que você acha chata? Comece a usar ela pra anotar tudo o que entra e sai de dinheiro.

2. Priorize as contas essenciais: aluguel, comida, luz, água… essas coisas não podem faltar.

3. Corte nos gastos supérfluos: aquele cafezinho caro, assinatura de streaming que você não usa… dá pra cortar.

4. Defina metas: quer economizar pra quê? Pra uma viagem, um curso? Ter um objetivo ajuda a manter a motivação.

5. Acompanhe de perto: revise o orçamento todo mês e ajuste o que for necessário.

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