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DOR E INDIGNAÇÃO: morte de criança gera comoção e levanta questionamentos sobre atendimento em Congonhas; HBJ investiga caso

Duas mortes em hospitais da região geram revolta e comoção regionais e ambos os casos as famílias acusam as instituições de suspeita negligência médica. O primeiro caso ocorreu em de Ouro Branco quando Ítalo Henrique da Silva Ribeiro, de apenas 21 anos, morreu no domingo (5) no Hospital Raymundo Campos. Diante da repercussão e da gravidade do ocorrido, a Prefeitura Municipal de Ouro Branco, por meio da Secretaria de Saúde, emitiu uma nota oficial de esclarecimento e solidariedade. No documento, a administração municipal manifestou profundo pesar e informou que medidas administrativas já foram tomadas. Por outro lado, a Câmara também abriu uma investigação.

Congonhas

A morte de uma criança de 1 ano e 8 meses, de nome Bernardo Santos Alves, na segunda-feira (6), gera forte comoção em Congonhas e levantou questionamentos sobre o atendimento prestado na rede de saúde do município. Segundo relatos da família, a criança foi levada ao Hospital Bom Jesus entre sexta-feira (3) e segunda-feira (6) em busca de atendimento médico. De acordo com a mãe e a madrinha, por dois dias consecutivos a criança teria sido medicada e liberada sem a realização de exames. Já no terceiro dia, foram feitos exames de sangue e urina, que indicaram a presença de uma infecção. Ainda assim, conforme o relato, a criança foi liberada durante a madrugada. Posteriormente, o quadro clínico teria evoluído para uma infecção generalizada, levando ao óbito. A família acusa o hospital de negligência médica e caso será judicializado.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre as circunstâncias do caso. A situação deve ser analisada com rigor pelos órgãos responsáveis. Especialistas destacam que casos como este exigem investigação técnica detalhada, evitando conclusões precipitadas, mas garantindo que eventuais falhas sejam identificadas. A morte da criança causou grande repercussão na cidade, reacendendo debates sobre a qualidade do atendimento na saúde pública local. Moradores e familiares cobram transparência e respostas, enquanto aguardam o avanço das investigações. O caso será judicializado e investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Nota do HBJ

Em um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (9), o Hospital Bom Jesus manifestou profundo pesar pelo falecimento de uma criança de apenas 1 ano e 8 meses. Na nota, o hospital expressou solidariedade aos familiares e amigos, reforçando o desejo de força para enfrentar o que classificou como uma “perda irreparável”. A instituição garantiu que o caso está sendo tratado com o máximo rigor, seguindo todos os protocolos internos e institucionais para a devida condução dos fatos. A Comissão Intergestora do Hospital Bom Jesus reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, assegurando que permanece à inteira disposição da família para prestar os esclarecimentos necessários sobre as circunstâncias do ocorrido.

Compromisso com a Transparência

A Comissão Intergestora do Hospital Bom Jesus reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, assegurando que permanece à inteira disposição da família para prestar os esclarecimentos necessários sobre as circunstâncias do ocorrido.

Outro caso

Em meados de julho de 2024, um caso semelhante ocorreu quando a pequena Lívia Carolina de Paula, de apenas 5 anos, morreu no Hospital Bom Jesus. Os pais também acusam a instituição de negligência. A criança reclamava de dores na região clavícula, quando passou por radiografia e foi liberada. Dias depois, a criança retornou ao hospital vindo a óbito. O caso ganhou ampla repercussão nacional com apuração da PCMG e justiça.

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