Ao cruzar a fronteira de carro, um detalhe pode surpreender motoristas brasileiros logo nos primeiros metros: uma placa circular com borda vermelha e uma faixa preta horizontal no centro. Conhecida como R-25 na Argentina, a sinalização integra o sistema regulamentar definido pelo Decreto nº 779/1995, que regulamenta a Lei Nacional de Trânsito nº 24.449 do país vizinho. Diferente de placas informativas, ela tem caráter obrigatório.
Ela indica que o condutor deve parar completamente o veículo. A linha preta simboliza uma barreira, enquanto o círculo vermelho reforça a obrigatoriedade — uma linguagem visual comum em países de influência europeia. A R-25 não é usada em cruzamentos comuns. Ela marca pontos estratégicos de controle, onde a parada é indispensável. Entre os locais mais frequentes estão postos de fiscalização em fronteiras, pedágios, áreas alfandegárias e inspeções veiculares. Para quem entra na Argentina por Uruguaiana (RS) ou Foz do Iguaçu (PR), ela costuma surgir logo no início do trajeto.
No Brasil, a parada obrigatória é indicada pela placa R-1 (“PARE”), conforme o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito e a Resolução nº 973/2022 do Contran. O formato e a escrita tornam o sinal facilmente reconhecível. Já o código R-25 brasileiro se refere a conversões, o que pode gerar confusão.
Por que conhecer placas estrangeiras é essencial
Motoristas que circulam pelo Mercosul enfrentam sistemas diferentes sem adaptação formal. Não há exigência de treinamento específico. Por isso, a orientação geral é simples: ao ver placas com borda vermelha, reduza a velocidade e esteja pronto para parar. Ignorar esse padrão pode resultar em infrações e riscos à segurança.
Fonte: Portal 6





