CONGONHAS – Em resposta a um requerimento da Câmara Municipal, a Prefeitura de Congonhas divulgou dados detalhados sobre a gestão habitacional do município durante o ano de 2025. O relatório aponta um investimento público superior a R$ 2,4 milhões exclusivamente para o pagamento do benefício Bolsa-Moradia.
Os recursos são destinados ao PROFAR (Programa Municipal de Retirada de Famílias da Área de Risco), que atende cidadãos cujas residências foram interditadas devido ao risco iminente de desabamento.
Escalada nos Gastos e Atendimento
De acordo com a Secretaria Municipal de Habitação, o custo do programa apresentou uma curva de crescimento ao longo do ano passado:
• Em janeiro de 2025, o gasto mensal era de R$ 186.760,00.
• Até dezembro, o valor saltou para R$ 214.210,00 por mês.
• O montante total liquidado no exercício de 2025 fechou em R$ 2.402.198,00.
Atualmente, o programa assiste 224 famílias. Segundo o Secretário de Habitação, Hugo César Melillo, não há fila de espera para o PROFAR, uma vez que o atendimento é considerado prioritário e a inclusão das famílias ocorre logo após a interdição do imóvel e a realização de estudo socioeconômico.
Déficit Habitacional e Novos Cadastros
Além das situações de risco, o documento assinado pela Secretária Adjunta de Governo, Rosane Moreira da Cruz, traz números sobre a demanda por moradias populares.
O município encerrou o ano de 2025 com um acumulado expressivo de 4.678 inscrições no cadastro habitacional. Somente no último ano, foram registrados 37 novos pedidos de casa própria, com o maior volume de procura concentrado no mês de julho.
A prefeitura reforçou que os critérios para a seleção e atualização desses cadastros seguem rigorosamente as normas federais estabelecidas pela Portaria nº 738 do Ministério das Cidades
Prefeitura de Congonhas destina mais de R$ 2,4 milhões ao Bolsa-Moradia em 2025





