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Fiat Spazio foi a versão mais luxuosa do 147 que já existiu

Modelo ganhou novo desenho externo e interno para ocupar o posto de versão topo de linha na gama do icônico compacto

Se a evolução do Fiat 147, em 1980, com a frente “Europa”, surpreendeu, a de agora foi muito importante: o Spazio chega em boa hora, para enriquecer o mercado. O novo modelo conta com um design que não deixa a desejar em relação ao dos países de vanguarda, tendo despertado muita atenção por onde passou durante o teste.

Spazio foi o nome escolhido para designar um novo modelo, enquanto o tradicional 147 permanecerá apenas para a versão básica, a 147 C, que permanece inalterada, à exceção da tampa traseira com maior área envidraçada, compartilhada com o Spazio.

A nova aerodinâmica

Há uma redução anunciada de 10% no coeficiente de resistência aerodinâmica ($Cx$), que deveria acarretar melhor desempenho e economia, esta ajudada pelo câmbio de cinco marchas opcional. Na realidade, o Spazio CLS a álcool testado teve um desempenho ligeiramente inferior ao 147 CL analisado anteriormente, possivelmente por uma deficiência específica da unidade ou pelo peso aferido de 832 kg (22 kg acima do declarado).

O novo câmbio de cinco velocidades tem a quinta marcha focada na economia, permitindo que o motor funcione em rotações próximas ao torque máximo a 100 km/h. Como consequência, a velocidade máxima é atingida em quarta marcha (138 km/h), enquanto a quinta chega a 136 km/h. A 100 km/h em quinta, o motor gira a 3.000 rpm, proporcionando mais silêncio e economia.

Muitas alterações

O Spazio apresenta uma dianteira com inclinação para trás, oposta à versão anterior, e um novo logotipo na grade. Na traseira, a área envidraçada cresceu cerca de 20% e as novas lanternas horizontais tornaram o conjunto mais elegante.

Outras mudanças incluem:

  • Frisos nas borrachas de vedação e calhas do teto.
  • Uso de calotas e rodas tipo standard (mais leves).
  • Saídas de ar viciado realocadas para as portas.
  • Quebra-ventos sem moldura e com fechos à frente.

O Spazio por dentro

O painel é inteiramente novo, com relógio analógico de quartzo e difusores centrais. No entanto, o conta-giros foi suprimido por se tratar de uma versão luxuosa. O modelo carece de odômetro parcial e o aquecedor foi retirado da lista de opcionais. Um ponto elogiável é o comutador de ignição, que interrompe a corrente para os faróis durante a partida. Os bancos receberam novos padrões de estampagem e estruturas mais confortáveis.

Como anda o Spazio CLS

O comportamento dinâmico continua excelente, com rodar mais macio e suspensão traseira otimizada. O veículo é neutro e mantém elevado limite de aderência. Entretanto, a direção foi criticada pela nova redução ($1:21,5$), que exige mais voltas no volante ($3,8$ contra $3,4$ do modelo anterior). A coluna de direção também foi rebaixada, deixando o volante em uma posição considerada baixa demais em relação ao banco.

O consumo

O modelo testado apresentou médias de 7,0 km/l em centros urbanos e 11,2 km/l em estrada (a 80 km/h em 5ª marcha). A média geral ficou em 8,8 km/l.


Ficha Técnica: Fiat Spazio CLS 1982

  • Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros, 1.297 cm³.
  • Potência: 62 cv (SAE) a 5.200 rpm.
  • Torque: 11,53 kgfm a 3.000 rpm.
  • Câmbio: 5 marchas sincronizadas; tração dianteira.
  • Freios: Discos na frente e tambores atrás.
  • Dimensões: Comprimento: 3.742 mm; Entre-eixos: 2.225 mm.
  • Peso: 832 kg (aferido).

Fonte: Autoesporte / Marcos Rozen

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