Uma carta aberta divulgada nas redes sociais pelo presidente do Sindcomércio de Congonhas e ex-presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Congonhas (ACISC), Édson Adriano, conhecido como “Edinho”, reacendeu o debate sobre a demora no retorno do Cartão Alimentação no município. Na publicação, Edinho demonstra preocupação com os impactos da ausência do benefício para o comércio local e critica a falta de uma definição concreta por parte da administração municipal. Segundo ele, o programa, criado durante a primeira gestão do prefeito Anderson Cabido, era responsável por movimentar e hoje chega em tonro de R$ 4 milhões ao mês.
De acordo com o texto, o comércio de Congonhas já convive há cerca de há quase um ano e meio sem o cartão, situação que, segundo comerciantes, vem afetando diretamente supermercados, açougues, farmácias e diversos outros setores.“Continuo muito na torcida para que isso saia do discurso e venha para a prática”, escreveu Edinho na carta direcionada aos comerciantes.
Ainda conforme a Edinho, várias reuniões foram realizadas nos últimos meses em busca de soluções para o retorno do benefício. O texto também cita tentativas de abertura de processos licitatórios e discussões sobre modelos adotados em outros municípios, porém, até o momento, o programa não teria sido retomado oficialmente.

Mudanças
A principal mudança ocorreu após o auxílio-alimentação deixar de ser disponibilizado por meio de um cartão específico utilizado em estabelecimentos credenciados e passar a ser pago diretamente em dinheiro junto à folha salarial dos servidores municipais. O valor, estimado em aproximadamente R$ 1.200, passou a ser incorporado ao salário líquido dos funcionários. Segundo representantes do comércio, a alteração impactou diretamente a circulação de recursos dentro do município. Antes, o saldo do cartão precisava ser utilizado obrigatoriamente em estabelecimentos locais credenciados, garantindo que o dinheiro permanecesse na economia da cidade.
Além da questão econômica, representantes do setor também levantam preocupações sociais relacionadas ao uso do benefício. Segundo relatos, o cartão garantia que o recurso fosse direcionado diretamente para alimentação e compras domésticas, enquanto o pagamento em dinheiro amplia as possibilidades de utilização do valor. O motivo apontado para a suspensão do modelo anterior seria a ausência de uma empresa licitada para operar o sistema do cartão no município. Enquanto o novo processo licitatório não é concluído, o pagamento segue sendo realizado em espécie.



