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Diarista decidiu roubar idosos ao ver joias e relógios no quarto, diz delegado

A diarista suspeita de matar um casal de idosos em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, decidiu cometer o crime quando estava limpando o quarto das vítimas e viu objetos de valor, segundo informou a Polícia Civil em coletiva nesta quinta-feira (2). A informação foi repassada pelo delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), após a prisão da investigada em Itabira, na região Central de Minas.

De acordo com o delegado, a mulher relatou que viu bens que lhe interessavam financeiramente durante a faxina no apartamento do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi morto na última segunda-feira (29).

“Ela disse que decidiu cometer o crime quando ela estava limpando o quarto do casal. Foi um momento que ela teve acesso visual a todos os itens que lhe interessavam financeiramente”, afirmou Barletta.

Intenção de roubar

Ainda segundo o delegado, a suspeita tentou justificar as mortes dizendo que teria tido um “surto”. No entanto, a Polícia Civil diferencia a intenção de roubar da explicação apresentada por ela para os assassinatos.

“Eu a questionei diversas vezes por que matou, e por que não ficou só no patrimônio. Ela respondeu que ‘foi umas vozes, e surtou’. O patrimônio ela tem consciência que realmente queria fazer”, disse o delegado.

Conforme a investigação, a diarista dopou o casal com quatro comprimidos de um medicamento calmante colocados em um suco. Após cerca de 30 a 40 minutos, os idosos ficaram sonolentos. Em seguida, a suspeita atacou as vítimas com uma faca e levou dinheiro, relógios, joias, roupas e outros pertences.

Bens levados

Segundo a Polícia Civil, a suspeita afirmou que levou entre R$ 18 mil e R$ 20 mil em dinheiro. Ela também subtraiu relógios da coleção do advogado, joias, brincos, anéis, roupas e outros objetos pessoais.

Parte do dinheiro foi recuperada. Ainda conforme a investigação, a mulher disse que celulares, relógios e joias foram vendidos na região da Praça Sete, no Centro de BH. A polícia continua apurando o destino dos bens e se houve participação de outras pessoas.

O que diz a defesa da suspeita

De acordo com a defesa da diarista, as razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno. “Qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso”, detalhou o advogado Bruno Correa Lemos.

Fonte: Hoje em Dia

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