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IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial e mais de 200 especialistas pedem medidas urgentes contra riscos no mercado de trabalho

Economistas, ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores de grandes empresas de tecnologia defendem políticas imediatas para preparar trabalhadores, governos e instituições.

A inteligência artificial pode provocar uma transformação econômica maior e mais rápida que a Revolução Industrial, segundo um alerta internacional divulgado nesta segunda-feira, 13. Mais de 200 pesquisadores e economistas assinaram uma declaração conjunta sobre os possíveis impactos da tecnologia. Entre os participantes estão 15 ganhadores do Prêmio Nobel, além de pesquisadores e representantes da OpenAI, Anthropic e Google. Segundo o documento, governos e líderes do setor tecnológico precisam criar políticas e instituições capazes de enfrentar as mudanças econômicas causadas pela IA.

Especialistas alertam para transformação acelerada

A declaração afirma que a inteligência artificial pode ampliar a produtividade e transformar diferentes setores da economia. Entretanto, essa mudança poderá ocorrer em um período muito mais curto do que outras grandes revoluções tecnológicas. O vapor, a eletricidade e os computadores, por exemplo, permitiram que as sociedades tivessem décadas para adaptar empresas, profissões e instituições. A inteligência artificial, porém, poderá oferecer apenas alguns anos para essa preparação. Diante disso, os especialistas defendem que os governos não esperem os impactos aparecerem para iniciar a elaboração de medidas.

Mercado de trabalho está entre as principais preocupações

A possível perda de empregos em grande escala aparece entre os principais riscos destacados pelos signatários. Além disso, empresas, trabalhadores e instituições públicas poderão enfrentar mudanças profundas nas relações de trabalho. Por essa razão, a declaração pede pesquisas mais amplas sobre os efeitos econômicos da inteligência artificial. O documento também propõe o desenvolvimento imediato de políticas destinadas a garantir que a tecnologia beneficie toda a sociedade. Entre as principais medidas defendidas estão:

  • Ampliação das pesquisas sobre os impactos econômicos da IA;
  • Criação de políticas para acompanhar mudanças no mercado de trabalho;
  • Desenvolvimento de instituições preparadas para enfrentar riscos sociais;
  • Proteção de trabalhadores afetados pela automação;
  • Distribuição mais ampla dos benefícios econômicos da tecnologia.

Economista alerta para poucos anos de adaptação

Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia, destacou a velocidade das mudanças provocadas pela inteligência artificial. “O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, afirmou. Segundo o economista, políticas e instituições precisam ser estruturadas antes que a transformação econômica esteja completamente em andamento. “Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa chegar tarde demais”, completou.

Iniciativa reúne economistas e líderes da tecnologia

Anton Korinek organizou a iniciativa ao lado dos economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham. Além disso, a declaração recebeu assinaturas de representantes influentes do setor de inteligência artificial, como a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean; e o cofundador da Anthropic, Jack Clark. A iniciativa também recebeu o apoio de importantes ganhadores do Prêmio Nobel, entre eles Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson.

Preparação antecipada pode reduzir riscos sociais

A declaração reforça que a inteligência artificial poderá alterar rapidamente a produção, os empregos e o funcionamento das instituições. Por isso, a ausência de planejamento poderá ampliar desigualdades e dificuldades no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, políticas adequadas poderão ajudar a sociedade a aproveitar os benefícios econômicos da inovação. O alerta central dos especialistas é claro: esperar por certezas absolutas poderá fazer com que governos reajam tarde demais.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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