Registros apontam intervalo de 7h09 entre o encerramento do preenchimento do B.O. e o recebimento formal pela Polícia Civil; OAB autuou pedido de acompanhamento São João del-Rei, 1º de outubro de 2026 — As condições de atendimento no plantão da Polícia Civil de São João del-Rei motivaram uma representação à Corregedoria-Geral da PCMG e uma manifestação à Ouvidoria-Geral do Estado.
Apresentados pelo advogado Lincoln Lopes Barros Júnior, os pedidos buscam esclarecer as causas de demoras registradas em dois episódios e obter medidas para melhorar o atendimento à população e as condições de trabalho dos profissionais envolvidos.
No episódio de 29 de setembro de 2026, o preenchimento do Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) foi encerrado às 14h40, enquanto o recibo oficial registra o recebimento pela Polícia Civil às 21h49. O intervalo entre os dois marcos é de sete horas e nove minutos. Segundo o advogado, sua atuação profissional começou por volta das 12h45 e terminou às 00h05 do dia seguinte, totalizando aproximadamente 11 horas e 20 minutos.
A representação também apresenta documentação de um atendimento ocorrido em dezembro de 2025, na mesma unidade. Naquele caso, o preenchimento do REDS terminou às 02h38 e a ratificação da prisão ocorreu às 16h17. Os episódios fundamentam o pedido de verificação da recorrência das demoras e das condições de funcionamento do plantão. O impacto relatado alcança vítimas, testemunhas, conduzidos, advogados e agentes de segurança.
Segundo Lincoln, policiais militares permaneceram aguardando seus depoimentos no episódio anterior, enquanto a espera de setembro também atingiu uma equipe da Guarda Civil Municipal. O pedido chama atenção para as consequências sobre a disponibilidade dessas equipes, os turnos de trabalho, o descanso e as condições de alimentação e permanência das pessoas, incluindo vítimas, na unidade policial.
Entre as providências solicitadas estão a preservação dos registros eletrônicos e das imagens disponíveis, a reconstrução da ordem de atendimento, a identificação das equipes e dos critérios de prioridade e a análise da passagem dos plantões. A apuração deverá esclarecer se as demoras decorreram de insuficiência de efetivo, sobrecarga, organização interna, indisponibilidade de autoridade ou outras causas. Em 1º de outubro, a OAB/MG confirmou a autuação do pedido de acompanhamento institucional apresentado pelo advogado e seu encaminhamento.
Lincoln, que também exerce a função de Delegado Seccional de Prerrogativas da OAB/MG, apresenta os pedidos em nome próprio. Defende uma resposta institucional que considere a dignidade de todos os usuários e profissionais do plantão, inclusive dos policiais civis, e estabeleça medidas para prevenir novas esperas prolongadas. O advogado está disponível para entrevistas e apresentação dos registros documentais pertinentes à pauta.
Contato para a imprensa Lincoln Lopes Barros Júnior — OAB/MG 163.881 Telefone/WhatsApp: (32) 99128-6134 E-mail: [email protected]



