Distrito de Ouro Preto, a cerca de 120 KM de BH, é conhecido como a Capital da Pedra-Sabão e preserva histórias da mineração, da religiosidade e do patrimônio mineiro.
Santa Rita de Ouro Preto é daqueles lugares onde cada rua tem uma história para contar. Com aproximadamente cinco mil habitantes, o distrito combina a tranquilidade do interior com uma tradição artesanal que ultrapassou as fronteiras do Brasil. Para chegar saindo de Belo Horizonte, são cerca de 120 quilômetros. O caminho passa pela BR 040, com entrada no trevo do Alphaville, seguindo em direção a Ouro Preto e depois pelo acesso a Lavras Novas.
A história da comunidade começou no século XVIII, quando Martinho de Vasconcelos chegou à região procurando ouro. Mas encontrou outra riqueza: grandes jazidas de pedra-sabão, material que se tornaria símbolo da economia e da cultura local.
No centro do distrito, a Igreja Matriz de Santa Rita chama a atenção pelo tamanho e pela localização. A construção atual foi erguida entre 1960 e 1965, com a participação dos moradores.
O que pouca gente sabe é que ali existia uma igreja barroca datada de 1734, infelizmente demolida para dar lugar ao novo templo.
Essa prática provocou perdas importantes ao patrimônio histórico de Minas Gerais. Hoje, instituições de preservação trabalham para proteger construções que representam a memória das comunidades.
Mesmo com a mudança, a religiosidade continua muito presente no cotidiano de Santa Rita, e a igreja permanece como importante ponto de encontro dos moradores.
Mas a história do distrito não está apenas nos seus monumentos. Ela também vive nas mãos dos artesãos que transformam pedra em utensílios e verdadeiras obras de arte.
E é justamente esse trabalho que vamos conhecer nesta terça-feira (3), quando o Itatiaia por Aí com Toledo visita fábricas e ateliês da famosa pedra sabão de Santa Rita.
fonte: Rádio Itatiaia



