Aumento de vereadores abre disputa e acirra divisão na Câmara

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Falta de acordo entre vereadores e pressão popular são fatores que deve adiar votação de aumento de cadeiras

No final do ano passado, a aprovação do 13º deixou estremecida a relação entre os vereadores. Internamente, alguns se acusavam de falta de companheirismo. Este ano algo parecido pode estar se repetindo porém agora o tema espinhoso é o aumento do número de cadeiras na Casa para a próxima legislatura. Pela legislação, dos atuais 13 vereadores o Legislativo poderia ter mais 6 novas cadeiras.

O assunto vem sendo discutido nos bastidores desde o ano passado, mas as conversas cresceram neste ano. Tanto que já foi pauta de diversas reuniões informais, mas os vereadores não chegaram a um consenso. Para não repetir a tragédia de 2013, os parlamentares iriam colocar em votação o projeto ainda este ano, – caso fosse unanimidade a ideia de se ter mais seis vereadores -, o que até agora não ocorreu.

Na sessão da noite do dia 11, a discussão do tema ganhou força e corpo com troca de farpas e expôs o racha de opiniões. “Eu sou contra. Acredito que se aprovarmos o aumento estamos legislando em causa própria. O que defendo é aumento para 2021”, ponderou o vereador Gildo Dutra (PV). Alguns vereadores criticaram a fala dele afirmando que, antes de ser vereador, Gildo Dutra foi a Brasília para lutar em favor do movimento pelo aumento do número de cadeiras nas Câmaras Municipais do Brasil. Em 2009, o assunto foi polêmica nacional. Em 2001, Lafaiete foi de 11 para 13 vereadores.

Na Tribuna, durante a Palavra Franca, Benito Laporte (PROS) não deixou por menos e alfinetou seus pares. “Não sei o que está sendo discutido pois este tema apenas foi conversado. Nada ainda foi decidido sobre isso para meus colegas levantar esta polêmica. Respeito a opinião dos meus colegas, mas… o resto é polêmica para jornal”, comentou.

Imprensa

Em um discurso inflamado, Toninho voltou a criticar desvios da imprensa e defendeu maior representatividade na Câmara. “Apenas conversamos sobre este assunto. Que se faça um plebiscito sobre o assunto para o povo decidir. Vejo que uma cidade como Queluzito tem 9 vereadores e Lafaiete 13, uma diferença descomunal. Precisamos abrir esta Casa e deixa o povo xingar e criticar”, disse.

Para fechar o debate polêmico, o vereador Tarciano Franco (PRTB) criticou diretamente Benito Laporte. “Como sempre ele não está presente na Casa. Em momento algum critiquei posição dos meus colegas; apenas expus a minha. O que fiz no jornal foi expressar minha opinião. Sou contra sim o aumento de cadeiras nesta Casa”, concluiu.