Conheça os sintomas da dengue e saiba como se prevenir da doença

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Os cuidados para combater o Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, devem ser redobrados durante o período chuvoso. Os sintomas da doença variam entre febre alta e manchas vermelhas pelo corpo e o tratamento consiste na ingestão de líquidos. O exame sorológico feito no Município também é importante para confirmar o diagnóstico e auxiliar no trabalho de prevenção das agentes de endemias. A população também deve colaborar, eliminando depósitos que possam acumular água.

A clínica generalista da UBS Basílica, Michele Barbosa, explica que a dengue é causada por um vírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a febre Chikungunya e o Zika Vírus. Gestantes, crianças e idosos fazem parte do grupo de risco para a doença, que pode atingir qualquer pessoa.

No ser humano, o vírus da dengue fica incubado em uma média de 6 dias. Em seguida, começam os sintomas das doenças, que são: febre alta, geralmente maior que 38°; dor de cabeça; dor no corpo e nas articulações; fraqueza; dor atrás dos olhos; manchas vermelhas no corpo; e coceira. “Entre o 3° e o 7° dia da doença, a febre pode diminuir ou até mesmo desaparecer, mas é preciso ficar atento, porque é uma doença que pode se agravar. Pode apresentar outros sintomas, como sangramento, dor abdominal, queda de pressão e tontura”, destaca a médica.

Quem apresentar esses sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou a Policlínica para fazer os exames necessários. O paciente também deve retornar ao serviço de saúde para ser reavaliado. O tratamento é feito com muita ingestão de líquido e analgésicos, além do acompanhamento médico. “Sempre orientamos as pessoas que sentirem os sintomas a evitarem qualquer remédio que tenha na composição o ácido acetilsalicílico, porque pode ter risco de hemorragia e outras complicações”, alerta Michele.

Sorologia

O Setor de Epidemiologia de Congonhas faz o rastreamento da doença, registrando dados de casos suspeitos e confirmados. Os casos suspeitos são notificados pelas UBS, Policlínica, Hospital Bom Jesus e clínicas particulares. Para dar continuidade ao trabalho, é importante que os pacientes realizem o exame sorológico, que auxilia no diagnóstico da doença. O teste é feito após o 7º dia da doença, pois ele detecta os anticorpos produzidos pelo corpo para combater o vírus. Ele é feito no Município e enviado para o laboratório referência do Estado, na Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Segundo o enfermeiro do Setor de Epidemiologia de Congonhas, Samuel Seabra, o ponto-chave no serviço da epidemiologia é este exame. “Fazermos o rastreamento da doença, para sabermos em qual bairro aconteceu. Assim, podemos fazer o bloqueio e o trabalho de prevenção com as agentes de combate às endemias”, explica.

Chikungunya e o Zika Vírus

Em Congonhas não foram confirmados casos de febre Chikungunya e Zika Vírus. Os principais sintomas da Chikungunya são: febre; inchaço nas articulações; manchas vermelhas; dores pelo corpo; e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia. “Já no Zica Vírus, o paciente pode apresentar sintomas ou não. Se apresentar, um deles é febre leve ou baixa; leve inchaço nas articulações; olhos vermelhos, que podem ser confundidos com conjuntivite; manchas vermelhas em 90% dos casos; e coceira pelo corpo”, explica a Michele.

  

Prevenção

De acordo enfermeiro do setor, Samuel Seabra, o risco de epidemia da doença é, geralmente, entra fevereiro e abril. No entanto, ele se antecipou para dezembro, janeiro e fevereiro, devido às chuvas. O combate à dengue pode ser feito com a eliminação de objetos que podem acumular água, desde uma tampinha de garrafa até a uma casca de ovo.

A população deve, entre outras medidas, manter as caixas d’água vedadas, manter limpas as calhas, deixar garrafas viradas com a boca para baixo, manter limpos os bebedouros dos animais, não deixar água parada em pneus nem jogar lixos nas ruas e terrenos.

O uso de repelentes também evita o contato do mosquito. A clínica generalista da UBS Basílica, Michele Barbosa, destaca que existem dois tipos: para o corpo e outro para colocar na tomada. “Como as gestantes são um grupo de risco, é importante usar o repelente. O vírus pode ser passado para o feto”, completa.

Foto:reprodução