CORAL CIDADE DOS PROFETAS ENCERRA AS HOMENAGENS AO BICENTENÁRIO DE ALEIJADINHO

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Coral se apresenta esse fim de semana

O Bicentenário de morte de Aleijadinho foi marcado por diversas homenagens em todo o país, mas sem dúvida, Congonhas, em Minas Gerais, recebeu especial atenção devido ao rico legado deixado pelo artista na cidade. Para encerrar a programação oficial das homenagens a esse grande mestre do barroco brasileiro, o Coral Cidade dos Profetas apresenta, no dia 8 de novembro, às 11h, na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, concerto especial da série Concertos Coloniais. O projeto tem patrocínio da Vale e apoio cultural da Prefeitura Municipal de Congonhas. O Coral também se apresenta no encerramento do Bicentenário dia 18 de novembro, na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.
Sob regência do maestro Herculano Amâncio e com participação da Orquestra Barroca, o programa conta com Noturno e Antiphona de Nossa Senhora – Salve Regina, de Lobo de Mesquita, Maria Mater Gratiae, de Marcos Coelho Neto, Pier Jesu, de Webber, Ária da Suíte nº 3, deBach, Nona Sinfonia, de Beethoven, Cicut Cedros e Matinas da Ressurreição, de autor desconhecido. A próxima apresentação do Coral Cidade dos Profetas pela série, em Congonhas, será no dia 13 de dezembro, em concerto especial com músicas natalinas.

Música colonial mineira

Elemento artístico e cultural da história de Minas Gerais, a música colonial mineira alcançou seu apogeu no auge da extração do ouro e do diamante no século XVIII. Entretanto, tendo em vista o esgotamento das jazidas conhecidas à época, as primeiras vilas, arraiais e cidades do Estado foram assoladas pelo empobrecimento, fazendo com que esplendorosa produção musical acabasse abandonada e caísse no esquecimento, permanecendo ignorada pelos brasileiros por mais de um século.

Somente a partir de 1944 é que o musicólogo alemão, naturalizado uruguaio, Francisco Curt Lange, ao pesquisar a música colonial no Brasil, redescobriu, no interior do Estado, este fascinante tesouro, que agora tem sido interpretado com regularidade pelo Coral Cidade dos Profetas, na série Concertos Coloniais. Na época da criação do grupo vocal, em 1988, tais sons antigos eram, ainda, apenas objeto de estudos em universidades e conservatórios, sendo exibidos em raras ocasiões ao grande público. A partir de sua criação, o Coralaceitou o desafio de difundir tal legado, passando, também, a pesquisar, estudar e mostrar este invejável patrimônio imaterial.

O Coral Cidade dos Profetas
Fundado em 1988, por um grupo de pessoas interessadas em aprender música, o Coral Cidade dos Profetas surgiu com a preocupação de aliar a arte musical à arquitetura barroca, grande patrimônio da cidade histórica de Congonhas (MG). Ao se especializar na interpretação de música sacra antiga, notadamente a Colonial Mineira, o grupo se tornou um dosprincipais protagonistas da divulgação deste inigualável patrimônio imaterial de Minas Gerais.

O Coral é mantido pela Associação Cultural Canto Livre, entidade sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública pela Lei Municipal Nº 2617/2006 e pela Lei Estadual Nº 19510/2011, oferecendo, gratuitamente, por meio da Associação, formação musical a pessoas com idades entre 12 e 80 anos. O grupo é reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas Gerais.

No currículo do Coral, há diversos projetos, como o “Concerto à Virgem Maria e ao Seu Divino Filho”, os “Concertos em Homenagem ao Aleijadinho” e os “Concertos da Paixão”. O mais recente trabalho do grupo é o “CD Coral Cidade dos Profetas” – no qual o grupo interpreta obras de Lobo de Mesquita. Em novembro de 2013, iniciou-se aSérie Concertos Coloniais. A proposta é fazer entoar o repertório antigo para as novas gerações e inaugurar uma nova opção cultural e turística em Congonhas, com a realização mensal de grandes concertos nas igrejas barrocas da cidade.

SERVIÇO:
Coral Cidade dos Profetas
Encerramento do Bicentenário de Aleijadinho

8 de novembro, às 11h, em Congonhas
Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos

Regência: Herculano Amâncio
Orquestra Barroca, convidada

Noturno – Responsórios I e II – J. J. E. Lobo de Mesquita
Cicut Cedros – Anônimo
Maria Mater Gratiae – Marcos Coelho Neto
Antiphona de Nossa Senhora – Salve Regina – J J E.Lobo de Mesquita
Pie Jesu – A. L. Webber
Ária da Suíte número 3 – Ária da Quarta Corda. J S Bach
Matinas da Ressurreição – Invitatório e responsório I – Anônimo.
Nona Sinfonia – Coro final L V Beethoven

Igreja de bom Jesus de Matosinhos recebera mais um Evento Musical
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